Portal Jambu

Jorane Castro: “Nacionalizar o cinema só pode ser bom para o Brasil” |  Mulher no Cinema

Por Kelvyn Gomes/Imagem: Divulgação

Estão abertas as inscrições para o projeto “Formação Técnica e Criativa para o Audiovisual da Amazônia”, uma iniciativa gratuita que oferece oficinas práticas em áreas fundamentais do cinema e audiovisual. As atividades acontecem no Sesc Ver-o-Peso, no centro histórico de Belém, e são voltadas a pessoas interessadas em ingressar ou se especializar no setor, incluindo estudantes, profissionais e curiosos pela área. As inscrições ficarão abertas enquanto tiverem vagas disponíveis.

A proposta do projeto, idealizado pela cineasta paraense Jorane Castro e realizado pela Cabocla Filmes, é fortalecer o ecossistema do audiovisual amazônico, ampliando a presença de profissionais da região nas equipes de produção de filmes, séries e projetos audiovisuais locais e nacionais. “Muitas pessoas já têm uma base, mas não tiveram a oportunidade de se aprofundar em funções específicas. Nossa proposta é preparar profissionais que possam atuar com excelência nas equipes”, explica Jorane.

As oficinas são ministradas por nomes de destaque do audiovisual paraense, como a maquiadora Sônia Penna, o figurinista Maurity Ferrão, o técnico de som Léo Chermont e a professora de cinema Ana Paula Andrade. A formação aborda áreas como direção de arte, assistência de direção, captação de som, maquiagem, caracterização, figurino e produção de elenco, além do desenvolvimento de projetos para TV e plataformas de streaming.

Além das oficinas, o projeto também oferece atividades complementares abertas ao público, como uma masterclass sobre sustentabilidade nos sets de filmagem, com a produtora Moana Mendes; uma vivência de sensibilização do olhar, com o fotógrafo Miguel Chikaoka; e uma palestra sobre coprodução para cinema, ministrada por Jorane Castro.

Com turmas de até 20 participantes, as oficinas combinam teoria, prática e mentoria, sempre com enfoque na valorização das identidades amazônicas e na sustentabilidade. As atividades contam com cotas destinadas a mulheres, pessoas negras, indígenas, quilombolas, LGBTQIAPN+ e pessoas com deficiência. “Queremos garantir que a formação técnica no audiovisual chegue a quem precisa e que essas pessoas tenham condições de permanecer e crescer na área. Muita gente precisa deixar o cinema por questões financeiras ou falta de oportunidade. Essa formação pode ser um ponto de virada”, pontua Jorane.

As oficinas fazem parte do projeto aprovado pelo Edital de Formação Audiovisual da Secretaria de Estado de Cultura do Pará, por meio da Lei Paulo Gustavo. A iniciativa conta ainda com o apoio do Sesc Ver-o-Peso, da Fotoativa, da Kamara-Kó Galeria e do Curso de Cinema e Audiovisual da UFPA.

Uma resposta

  1. Olá, existem alguns desencontros nas informações. Tipo datas no início da ficha diz que os cursos irão acontecer de terça a sexta-feira. Mas, quando chega a parte de escolha dos cursos eles tem outras datas. Assim, como tbm não há na ficha espaço para as cotas .

Deixe um comentário para Gilson Araujo Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Portal Jambu