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Por Regina Lima/ Imagem: Tarcisio Gabriel

O município de Cametá recebe, neste sábado (18), a segunda etapa da 4ª Residência Artística Drag Itinerante, promovida pelo Coletivo NoiteSuja, um dos principais representantes da arte Themônia no Pará. A programação será encerrada com a apresentação do espetáculo “Filhas da NoiteSuja”, a partir das 21h, no Mix Pub Bar, reunindo as artistas formadas durante a residência em uma noite gratuita de celebração, performance e diversidade.

Depois de passar por Soure, no arquipélago do Marajó, o projeto chega à cidade que é reconhecida por sua riqueza cultural e por ser a terra natal de Pandora Rivera Raia, segunda rainha da NoiteSuja. Desde o dia 6 de julho, participantes selecionadas para o elenco cametaense vêm participando de uma intensa programação de formação na Usina da Paz de Cametá, com oficinas realizadas diariamente, das 16h às 20h, além de receberem bolsa-auxílio de R$ 1 mil.

As atividades são conduzidas por nomes de destaque da cena artístico-cultural paraense, como Tamara Tijuca, Ana Beatriz Moraes e Tristan Soledade, que compartilham experiências sobre a história da arte drag no Brasil e no mundo, técnicas de performance e processos criativos construídos pelo coletivo ao longo de sua trajetória.

Segundo Tarcísio Gabriel, diretor de audiovisual do Festival NoiteSuja, a diversidade do grupo formado em Cametá evidencia o caráter inclusivo da iniciativa.

“As filhas cametaenses têm uma enorme potência artística e são muito apaixonadas pela arte drag. Algumas são pesquisadoras, outras não têm relação direta com a arte. Percebemos a participação de muitas mulheres, mostrando que a arte drag é para todos os corpos e identidades. A importância desse projeto também é essa: criar um imaginário sobre cultura drag para além de estereótipos.”

Mais do que oferecer capacitação artística, a residência propõe um espaço de acolhimento, reconhecimento e fortalecimento da comunidade LGBTQIAPN+, utilizando a educação não formal como ferramenta para incentivar a criação artística e valorizar histórias de vida e resistência.

Para Tristan Soledade, drag queen e diretora da residência, cada cidade imprime uma identidade própria ao projeto.

“Ter a presença de artistas vivendo um projeto único com pessoas LGBTI+ da cidade desperta a curiosidade de todo mundo. Cada residência traz histórias singulares que conduzem diretamente o espetáculo final. As vivências, os desafios e a resistência de quem vive no interior moldam os números apresentados no palco.”

A acessibilidade também é um dos pilares da iniciativa. As oficinas foram realizadas na Usina da Paz de Cametá, espaço que dispõe de Sala de Acomodação Sensorial. Já o espetáculo de encerramento contará com intérpretes de Libras, guia vidente e profissional de apoio à mobilidade, garantindo que diferentes públicos possam participar da experiência.

Além das performances das artistas formadas durante a residência, a programação de encerramento terá apresentações de Tristan Soledade, Pandora Rivera Raia e discotecagem da DJ S1mone. A festa marca a primeira edição oficial do Coletivo NoiteSuja em Cametá.

A entrada é gratuita, com ingressos limitados. As retiradas serão realizadas por meio do link disponibilizado na bio do perfil oficial do coletivo no Instagram, @noitesuja.

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