
por Regina Lima /Imagem: Divulgação
O MABE guarda muito mais do que obras de arte. Guarda a memória de quem somos.
Quando atravessamos as portas do Museu de Arte de Belém, não encontramos apenas pinturas, esculturas, fotografias, porcelanas, móveis antigos e documentos históricos. Encontramos as marcas do tempo, da criatividade, das lutas e dos sonhos que construíram Belém e a Amazônia.
Instalado no histórico Palácio Antônio Lemos, o MABE preserva mais de dois mil bens culturais que narram a trajetória da nossa cidade, do nosso estado e do nosso povo. Cada obra, cada objeto e cada documento é um testemunho vivo da história amazônica.
Seu acervo revela a riqueza da Belle Époque amazônica, registra a formação urbana de Belém, valoriza a produção artística regional, preserva a memória dos movimentos sociais e acompanha as profundas transformações da Amazônia ao longo dos séculos. É um espaço onde passado, presente e futuro se encontram.
Museus existem para que a memória não desapareça. Eles permitem que crianças descubram suas origens, que pesquisadores encontrem respostas, que artistas busquem inspiração e que toda a sociedade reconheça o valor de sua própria identidade.
Quando um patrimônio como o MABE é colocado em risco, não é apenas um edifício histórico que precisa ser defendido. É a história de milhares de pessoas. É a cultura de um povo. É o direito das futuras gerações de conhecer suas raízes e compreender o caminho percorrido até aqui.
Defender o MABE é afirmar que a cultura é um direito, que a memória tem valor e que nossa história não pode ser tratada como algo descartável.
Por isso, sua presença é essencial.
Participe da Vigília em Defesa do MABE. Leve sua voz, sua esperança e seu compromisso com Belém. Porque um museu só permanece vivo quando a sociedade decide cuidar dele.
Quem defende o MABE protege a memória da Amazônia. Quem protege a memória constrói o futuro.
