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Por Regina Lima/Imagem:Divulgação

Amanhã(9), no Centro de Cultura e Turismo Sesc Ver-o-Peso, às 19h, acontece a Mostra Audiovisual Amazônia Ecoqueer, intitulado “Ecologias Assombradas, que inclui filmes experimentais de realizadores audiovisuais e artistas visuais LGBTQIAPN+ da Amazônia brasileira. A mostra tem como eixo condutor o conceito de ‘assombro’, ou ‘assombrado’, como uma categoria que permite a emergência de afetos desorientadores na Amazônia brasileira, principalmente por meio dos encantados e histórias de assombro que se espalham oralmente pela região. Inscrições no site do Sesc Pará (https://www.sesc-pa.com.br/eventos/inscricao/95)

A mostra traz ainda a pergunta o que há de queer/cuir nesse contexto em que a ideia de desorientação de binarismos como ficção e realidade é tão
presente. O assombro nesse programa aparece por meio da busca ancestral por histórias de famílias, pela exploração autobiográfica de identidades LGBTQIAPN+ e arquétipos psicológicos em ligação com a paisagem local, pela investigação interseccional entre raça e gênero por meio de histórias esquecidas de mulheres negras na Amazônia, pelo assombro iminente da COVID-19 e suas repercussões em modos de viver, e pelas investigações de feridas coloniais na região por meio de engajamentos ecológicos e irônicos. Além da exibição de filmes, o evento realizou, no dia 07 de maio, workshop, na Pós-Graduação em Artes da Ufpa.

No dia 15 de maio de 2026, às 19h, a mostra sgue para Manaus, no Amazonas, com exibição no Centro Cultural Casarão de Ideias. A exibição propõe que pensemos o termo TransCuir como uma política de aliança possível na América Latina e, mais especificamente, em nosso território amazônico. Enquanto o termo Cuir surge como um método decolonial para desafiar o uso do inglês ‘queer’, os estudos e identidades Trans desestabilizam esses dois conceitos ao alargarem as perspectivas e expectativas sociais de gênero. Nesses filmes, essas discussões surgem por meio dos encantados da região que metaforizam vivências trans e travesti, a transmutação metafórica do corpo humano em animais que personificam lógicas locais de trabalho sustentável, práticas drag, e encontros de amor queer transnacional em ilhas da Amazônia brasileira.

O evento é financiado pela British Academy (Academia Nacional Britânica para as Artes, Humanidades e Ciências Sociais) – International Fellowship, em parceria com o Serviço Social do Comércio – Pará, Universidade de Newcastle, COLARES – Grupo de Pesquisa Transdisciplinar em Arte, Design e Neurociência e o Programa de Pós-Graduação em Artes da UFPA.

Programa de exibição do dia 09 de maio

  • Febre (2022), 6’, de Rafa Bqueer
  • Caipora (2019), 7’50”, de Rafaela Correia
  • Encantarias Idílicas (2022), 3’20”, de Rafael Matheus Moreira
  • Corpo (in)finito? (2022), 6’36”, de Ramon Reis
  • Igarapé das Almas (2023), 11’42”, de Matheus Aguiar
  • Iluminação dos mortos (2023),4’21”, de Nay Jinknss
  • Alexandrina – um relâmpago (2023), 11’, de Keila-Sankofa
  • Um céu partido ao meio (2022), 16’32”, de Danielle Fonseca
  • Ilha das Sombras (2020), 2’30”, de Allyster Fagundes
  • Resiliência Amazônica (2020), 5’21”, de Akha
  • Todos os dias, no intenso vermelho que toma meu quarto, eu deito e ardo em febre (2020),
    4’16”, de Tarcisio Gabriel
    ARTISTAS: Akha, Allyster Fagundes, Danielle Fonseca, Keila-Sankofa, Matheus Aguiar, Nay Jinknss,
    Rafa Bqueer, Rafael Matheus Moreira, Rafaela Correia, Ramon Reis.
    Curadoria: Danilo Baraúna
    Bate-papo com Nay Jinknss e Rafael Matheus Moreira após a exibição, com mediação de Paola
    Maues

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