
Por Regina Lima/Imagem: Divulgação
“MulheRios e Capoeiragens: Encruzilhadas na Amazônia” integra a programação do Festival de Artes Cênicas Preta do Maranhão nesta sexta-feira (16)
O livro “MulheRios e Capoeiragens: Encruzilhadas na Amazônia”, organizado pela artista, pesquisadora e angoleira paraense Carmem Virgolino, será apresentado nesta sexta-feira (16), às 16h, no Espaço Cultural Humberto de Maracanã, em São Luís (MA). A atividade integra o Festival de Artes Cênicas Preta do Maranhão, que realiza sua primeira edição de 13 a 17 de outubro.
Publicado pela Marahu Edições, o título reúne experiências, memórias e pesquisas de mulheres ligadas à Capoeira Angola. Com autoras majoritariamente negras e amazônidas, a coletânea aproxima diferentes gerações e territórios, combinando análises acadêmicas e narrativas pessoais sobre a participação feminina na preservação e na transformação dessa tradição.
A publicação nasceu do projeto “Capoeira e Amazônia Negra: Encruzilhadas”, de Carmem Virgolino, contemplado pelo Edital de Chamamento Público nº 20/2023, na categoria Livro e Leitura, da Lei Paulo Gustavo, executado pela Secretaria de Estado de Cultura do Pará (Secult-PA). A partir desse reconhecimento, a pesquisadora convidou outras mulheres a compartilhar conhecimentos e vivências por meio da escrita, transformando a iniciativa em uma construção coletiva.
Com prefácio da angoleira e pesquisadora Mariana Bracks e posfácio do angoleiro e pesquisador Luís Augusto Leal, o livro foi lançado em Belém em 21 de dezembro de 2024, no espaço Ná Figueredo. Desde então, tem circulado em encontros dedicados à cultura negra, à educação e à produção intelectual feminina.
Vínculos com o Maranhão
Três autoras da coletânea são maranhenses, o que aproxima o estado da obra desde sua concepção. Em julho de 2026, o livro foi apresentado na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), durante o VII Julho das Pretas e a VI Jornada de Educação Afrocentrada. Na ocasião, a organizadora foi representada pela professora Anny Beatriz Santos Freitas, uma das participantes da publicação. Desta vez, Carmem estará em São Luís para acompanhar a atividade.
Dedicada à Capoeira Angola há mais de duas décadas, a pesquisadora desenvolve iniciativas que articulam cultura negra, formação e protagonismo feminino. Entre elas está o projeto “Eu Quero Ver Idalina: Mulheridades Guardiãs da Tradição”, que promove encontros e trocas de saberes entre mestras da capoeira.
Doutora em Artes e mestra em Ciências Sociais, Carmem é dramaturga, encenadora, educadora e professora substituta da Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará (ETDUFPA). Sua atuação aproxima capoeira, teatro, dança e ancestralidades negras, com pesquisas e práticas voltadas às corporeidades afro-brasileiras e à produção de conhecimento nas artes da cena.
A apresentação no festival amplia a circulação das narrativas reunidas na coletânea e o diálogo entre literatura, capoeira e artes cênicas. A programação do evento inclui teatro, dança, performances, oficinas, cenas curtas, lançamentos de livros e outras atividades dedicadas às artes negras.
Serviço
Apresentação do livro: “MulheRios e Capoeiragens: Encruzilhadas na Amazônia”
Organização: Carmem Virgolino
Evento: Festival de Artes Cênicas Preta do Maranhão, primeira edição
Data: 16 de outubro de 2026, sexta-feira
Horário: 16h
Local: Espaço Cultural Humberto de Maracanã, em São Luís (MA)
