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Portal Jambu

Por Regina Lima/ Imagem: Divulgação

Novos curtas do Cultura na Praça abordam inclusão, memória e identidade e estão disponíveis gratuitamente em plataforma digital

Dois novos curtas-metragens produzidos por jovens do Pará e do Maranhão já estão disponíveis gratuitamente na plataforma do projeto Cultura na Praça. “Além do Que se Vê” e “Descobrindo o Meu Passado” foram realizados durante as oficinas de cinema da oitava edição da iniciativa e podem ser assistidos no site culturanapraca.art.br. As produções contam com audiodescrição, legendas descritivas e tradução em Libras.

Os filmes nasceram das experiências e dos olhares de adolescentes e jovens, com idades entre 13 e 19 anos, sobre as comunidades onde vivem. Durante as oficinas, os participantes conheceram e vivenciaram todas as etapas da produção audiovisual, passando pela criação do roteiro, direção, atuação, captação de imagens e som e edição. Com os lançamentos, o Cultura na Praça alcança a marca de 50 curtas produzidos desde sua criação.

Realizado no bairro Vale da Bênção, em Canaã dos Carajás, no Pará, “Além do Que se Vê” acompanha um dia na vida de Afonso, uma pessoa com deficiência visual. Por meio de seus caminhos, encontros, desejos e afetos, a obra propõe uma reflexão sobre inclusão, respeito, igualdade de direitos e as diferentes maneiras de perceber o mundo.

Entre os integrantes da equipe está Marcela de Oliveira Araújo, de 15 anos, estudante do ensino médio e apaixonada por cinema. A experiência, segundo ela, fortaleceu o sonho de cursar uma faculdade na área. “Participar do projeto me fez acreditar ainda mais em mim. Descobri que sou capaz de criar, aprender e superar desafios. Hoje, vejo o cinema como uma forma de dar voz às pessoas e contar histórias que podem transformar vidas”, afirma.

Já “Descobrindo o Meu Passado”, produzido na comunidade Novo Oriente, em Açailândia, no Maranhão, combina realidade e ficção para narrar a investigação de Lucas sobre a história do lugar. Ao conversar com mulheres mais velhas da comunidade, o protagonista conhece relatos do passado, aproxima-se das raízes locais e acaba diante de um segredo guardado pela própria família.

Para o cineasta e coordenador do projeto, Cris Azzi, os filmes ultrapassam o aprendizado técnico e ajudam a construir memória e fortalecer identidades. “Cada curta é um convite para conhecer diferentes formas de viver, sentir e perceber o mundo, sempre do ponto de vista de quem conhece essas realidades por dentro”, destaca.

Além dos 50 filmes disponíveis gratuitamente, a plataforma mantém o Programa Educativo Cultura na Praça, que organiza as obras em sete eixos temáticos e oferece sugestões de atividades para professores de escolas públicas. O material pode ser acessado em culturanapraca.art.br/educativo.

Criado em 2017, o Cultura na Praça promove oficinas gratuitas e mostras itinerantes no interior do Pará e do Maranhão. O projeto busca ampliar o acesso ao cinema, estimular o protagonismo juvenil, valorizar os patrimônios culturais das comunidades e movimentar a economia dos territórios atendidos. A iniciativa conta com patrocínio da Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, parceria do Instituto Tatajuba e realização da Vivas Cultura e Esporte e do Ministério da Cultura.

Entre os jovens realizadores está Marcela de Oliveira Araújo, de 15 anos, estudante do ensino médio, que integrou a equipe de “Além do Que se Vê”. O curta acompanha a rotina de uma pessoa com deficiência visual e propõe uma reflexão sobre respeito, inclusão e igualdade de direitos. Apaixonada por cinema e com o desejo de cursar uma faculdade na área, Marcela encontrou no Cultura na Praça a oportunidade de dar os primeiros passos rumo ao futuro que imaginava. “Eu entrei no Cultura na Praça porque sempre sonhei em fazer faculdade de cinema. Antes mesmo de começar, eu já esperava aprender mais sobre filmes, mas viver tudo isso foi muito além do que eu imaginava. Gostei de conhecer os equipamentos, entender como funciona uma produção e participar das gravações. Foi nesse momento que percebi que esse sonho realmente pode acontecer”, conta.

Segundo Marcela, a experiência também transformou a maneira como ela percebe o próprio potencial. “Participar do projeto me fez acreditar ainda mais em mim. Descobri que sou capaz de criar, aprender e superar desafios. Hoje, vejo o cinema como uma forma de dar voz às pessoas e contar histórias que podem transformar vidas.”

Histórias que aproximam pessoas

Os novos curtas apresentam narrativas que conduzem a jornadas sensíveis por realidades distintas. As vivências dos protagonistas entrelaçam tempo e identidade, seja na simplicidade do cotidiano ou no resgate das raízes e da memória. “Além do Que se Vê” acompanha um dia na vida de Afonso, em Canaã dos Carajás. O filme atravessa encontros, caminhos, desejos e afetos, convidando o público a refletir sobre as diferentes formas de perceber o mundo. Já “Descobrindo o Meu Passado” mistura realidade e ficção para acompanhar Lucas em uma investigação sobre a história de Novo Oriente, pequena comunidade de Açailândia, no Maranhão. Ao ouvir as memórias das mulheres mais velhas da comunidade, ele descobre relatos sobre o passado do lugar e se aproxima de um segredo guardado por sua própria família.

Com os dois lançamentos, o Cultura na Praça alcança a marca de 50 curtas-metragens produzidos, todos em exibição online gratuita. No site, além dos filmes, o projeto oferece o Programa Educativo Cultura na Praça (culturanapraca.art.br/educativo), uma ferramenta pedagógica onde os filmes são divididos em 7 eixos temáticos e disponibilizados com sugestões de atividades para uso em sala de aula nas escolas públicas.

Sobre o Cultura na Praça

Criado em 2017, o Cultura na Praça atua na formação e difusão cinematográfica por meio de oficinas gratuitas e mostras itinerantes no interior do Pará e do Maranhão. A iniciativa fundamenta-se na premissa de que a educação cultural é um poderoso vetor de transformação socioeconômica. Ao estimular o protagonismo da juventude, engajar as comunidades e valorizar os patrimônios materiais e imateriais das regiões por onde passa, o projeto impulsiona ativamente o desenvolvimento territorial. Esse impacto se estende de forma direta à economia local: para fomentar a geração de trabalho e renda, o projeto prioriza a contratação de profissionais e fornecedores das próprias regiões atendidas. O Cultura na Praça conta com patrocínio da Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Rouanet, parceria do Instituto Tatajuba e realização da Vivas Cultura e Esporte e Ministério da Cultura.

Sobre a Vale

A Vale acredita que a cultura transforma vidas. Pelo quinto ano consecutivo é a maior apoiadora privada da Cultura no Brasil, patrocinando e fomentando projetos em parcerias que promovem conexões entre pessoas, iniciativas e territórios. Seu compromisso é contribuir com uma cultura cada vez mais acessível e plural, ao mesmo tempo em que atua para o fortalecimento da economia criativa.

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