
Por Regina Lima/ Imagem: Renato Mangolin
Exposição gratuita do duo VJ Suave estreia em Belém no dia 17 de julho com experiência imersiva que une tecnologia, arte e saberes ancestrais em diálogo com a floresta e os povos originários
Belém recebe, a partir desta quinta-feira (17), a exposição Floresta Encantada, uma experiência imersiva em realidade virtual que convida o público a mergulhar em um universo inspirado na natureza brasileira e nos conhecimentos dos povos indígenas. Com entrada gratuita, a mostra será realizada no Centro Cultural Banco da Amazônia (CCBA) até 18 de outubro.
Criada pelo duo VJ Suave, formado pelos artistas Ygor Marotta e Ceci Soloaga, a instalação combina animações em 3D, sons espaciais e recursos interativos para transportar crianças e adultos a um ambiente virtual povoado por rios, árvores, animais e personagens inspirados na fauna brasileira. Ao utilizar os óculos de realidade virtual, cada visitante escolhe livremente seu percurso, em uma experiência voltada à contemplação e à conexão com a natureza, sem desafios ou competições.
Segundo Ygor Marotta, a proposta é utilizar a tecnologia como ferramenta para aproximar o público do patrimônio cultural brasileiro. “Queríamos que as pessoas entrassem na floresta não apenas para observar, mas para sentir, escutar e refletir sobre a importância da preservação ambiental. A tecnologia funciona como um meio de encantamento”, afirma.
Depois de temporadas em São Paulo, Recife, Salvador, Curitiba e Rio de Janeiro, a exposição chega pela primeira vez à Amazônia. Para os criadores, apresentar a obra em Belém amplia o significado do projeto, ao inseri-lo em um território onde a relação com a floresta e os saberes originários faz parte da vida cotidiana.
“Apresentar a Floresta Encantada em Belém é estabelecer um encontro entre a floresta virtual e a floresta real. Aqui, as inspirações que deram origem ao projeto estão presentes no cotidiano das pessoas”, destaca Marotta.
Para a gerente de Marketing, Comunicação e Promoção do Banco da Amazônia, Ruth Helena Lima, a exposição reforça o compromisso da instituição com a valorização da diversidade cultural brasileira.
“Reconhecer as manifestações culturais produzidas em diferentes regiões do país e ampliar o acesso do público a essa pluralidade de expressões artísticas faz parte da missão do Centro Cultural Banco da Amazônia. Floresta Encantada traduz esse propósito de forma sensível e inovadora”, afirma.
Além da experiência em realidade virtual, a mostra apresenta uma escultura inspirada no ambiente digital, um mini-documentário sobre os bastidores da criação e mediação realizada por profissionais de Belém. Um dos destaques é o personagem Pajé Txuã, inspirado na liderança indígena Txuã Pakamayte, do povo Huni Kuin (Acre), que colaborou diretamente com a obra e emprestou sua voz à instalação.
A programação também inclui atividades gratuitas voltadas à formação do público. Nos dias 17 e 18 de julho, Ygor Marotta ministra a Oficina de Pintura em Realidade Virtual, apresentando técnicas e possibilidades artísticas da tecnologia. A temporada contará ainda com rodas de conversa sobre arte e inovação, visitas mediadas, atividades educativas e programação especial para escolas.
A exposição é realizada pelo VJ Suave, com patrocínio do Banco da Amazônia e apoio do Governo Federal, por meio do Programa de Ocupação do Centro Cultural Banco da Amazônia.
Serviço
Floresta Encantada – VJ Suave
Local: Centro Cultural Banco da Amazônia (Av. Presidente Vargas, 800, Belém)
Período: 17 de julho a 18 de outubro de 2026
Horários: terça a sexta, das 10h às 16h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 14h
Entrada: gratuita
Classificação: livre
Sessões de realidade virtual: duração de 5 a 10 minutos por participante, mediante distribuição de senhas ou agendamento.
Acessibilidade: espaço adaptado para cadeirantes, audiodescrição via QR Code, mediação descritiva e sessões com estímulos sensoriais reduzidos.
Programação paralela:
17 e 18 de julho, das 10h às 12h: Oficina de Pintura em Realidade Virtual, com Ygor Marotta (inscrições gratuitas e vagas limitadas);
Roda de conversa sobre arte e tecnologia;
Visitas mediadas;
Atividades educativas e agendamento para escolas durante toda a temporada.
