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Por Regina Lima/ Imagem: Divulgação

No dia 01 de junho, a turma de 2023 de bacharelado em Museologia da Universidade Federal do Pará (UFPA) apresenta a exposição curricular Abridores de Letras: o ofício que impulsiona tradições, no Instituto de Ciências da Arte (ICA), das 16h às 18h, na praça da República. A mostra é fruto do relato da discente Samantha Almeida, inspirado nas vivências de seus familiares, que atuam como abridores de letra — profissionais responsáveis pelas pinturas tipográficas e ilustrações presentes nas embarcações amazônicas.

Desenvolvida na disciplina de Exposição Curricular do curso de Museologia da UFPA, a exposição busca valorizar os mestres abridores de letras, suas trajetórias e os espaços onde exercem seu fazer. A proposta convida o público a reconhecer esse ofício como patrimônio cultural vivo, destacando sua relevância no cotidiano belenense e na construção das visualidades amazônicas.

A exposição propõe ainda um mergulho sensível na cultura ribeirinha paraense, refletindo sobre os sujeitos por trás das letras que atravessam rios, portos e memórias. Em Belém e em diversas comunidades amazônicas, os barcos são mais do que meios de transporte: carregam identidades, afetos e tradições visuais que se tornaram marcas da paisagem cultural da região.

Partindo dessa reflexão, a mostra evidencia o ofício de abrir letras, prática que ganhou força a partir da lei de registro e nomeação das embarcações, em 1988, consolidando-se como um importante saber popular nas comunidades ribeirinhas. Cada traço, cor e composição revela não apenas uma estética singular, mas também histórias de trabalho, pertencimento e transmissão cultural.

O evento realiza ainda atividades Formativas, como duas rodas de conversa e oficina. A primeira roda de conversa “A Profissão de Abrir Letras: o ofício, a economia e a tradição”, tem como objetivo discutir o “abrir letras como fator de economia e subsídio para grupos ribeirinhos e interioranos; abordar os processos profissionais e a permanência do trabalho ao longo das gerações de mestres abridores; além de refletir sobre os desdobramentos contemporâneos da profissão dentro do contexto econômico e comercial amazônico e brasileiro.

Intitulada “O Imaterial: os saber-fazeres que atravessam gerações”, a segunda roda de conversa tem o objetivo de discutir a cultura e o patrimônio imaterial ribeirinho e interiorano; abordar a tradição de abrir letras e sua importância para a construção cultural e econômica de grupos sociais; além de discutir e desmistificar o termo “Tipografia Vernacular”. Além das rodas de conversa, o evento vai realizar uma Oficina “Abrindo Letras”.

Serviço:
Abertura: 01/06/2026, 16:00 ás 18:00
Visitação até 02/07/2026:
Terça a Sexta, 09:00 ás 17:00
Local: ICA UFPA – Instituto de Ciências das Artes, Av. Pres. Vargas, S/N – Campina, Belém – PA, 66017-000

Atividades Formativas
1ª Roda de Conversa
Data: 12/06/2026
Horário: 15h
Título: “A Profissão de Abrir Letras: o ofício, a economia e a tradição”
Objetivo:
Discutir o “abrir letras” como fator de economia e subsídio para grupos ribeirinhos e interioranos; abordar os processos profissionais e a permanência do trabalho ao longo das gerações de mestres abridores; além de refletir sobre os desdobramentos contemporâneos da profissão dentro do contexto econômico e comercial amazônico e brasileiro.
Mesa:
Mestre Kekel
Fernanda Martins (Diretora Geral do ILF)
Danielle Alcantara (Diretora Executiva do ILF)
2ª Roda de Conversa
Data: 26/06/2026
Horário: 15h
Título: “O Imaterial: os saber-fazeres que atravessam gerações”
Objetivo:
Discutir a cultura e o patrimônio imaterial ribeirinho e interiorano; abordar a tradição de abrir letras e sua importância para a construção cultural e econômica de grupos sociais; além de discutir e desmistificar o termo “Tipografia Vernacular”.
Mesa:
Prof.ª Dr.ª Idanise Hamoy
André Rendeiro

Oficina “Abrindo Letras”
Data: 06/06/2026
Horário: 9h às 12h
Objetivo:
Trabalhar a importância da profissão dos abridores de letras, possibilitando o contato dos participantes com o ofício e seus processos de produção. A oficina busca desenvolver o senso de valorização e reconhecimento da profissão, permitindo a percepção dessas técnicas e tradições nos espaços do cotidiano urbano e interiorano do território amazônico.
Aplicador:
Mestre Kekel
Observação:
A atividade necessita de inscrição prévia, realizada por meio de formulário disponibilizado no Instagram da exposição.

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