Portal Jambu

Por Regina Lima/ Imagem: Divulgação

Em sintonia com as celebrações do Dia do Turista, dia 13 de junho, projeto Quase Nativa realiza, nos dias 22 de junho e 3 julho, o segundo Ciclo de Oficinas Quase Nativa, em parceria com a ONG SER. As oficinas abordam temas como desenvolvimento de roteiros, afroturismo, receptivo de pessoas, preservação ambiental e turismo de base comunitária, com o objetivo de potencializar quem já está no território fazendo o turismo acontecer. Nesses dias, facilitadoras percorrerão os territórios trabalhados pelo projeto — a Ilha do Marajó, nas comunidades do Pesqueiro, Caju Una e Quilombo de Mangueiras, e Belém, com atividades no Ecomuseu da Amazônia — para oferecer formações voltadas a agentes turísticos locais.

O projeto é uma iniciativa de turismo de base comunitária e de experiência que articula uma rede de comunidades locais majoritariamente lideradas por mulheres nas ilhas, quilombos e praias da Amazônia paraense. Com presença em Soure, Pesqueiro, Quilombo de Mangueiras, Cotijuba e Algodoal, o projeto une preservação ambiental, geração de renda para mulheres negras, ribeirinhas e periféricas, e troca cultural horizontalizada. Há quatro anos, a Quase Nativa percorre os caminhos não convencionais dos rios amazônicos, resistindo à lógica do turismo massivo e construindo um trajeto comunitário.

Para quem deseja viver essa experiência, a Expedição Amazônica Paraense vai acontecer entre os dias 9 a 14 de novembro. O roteiro percorre Belém, a Ilha do Marajó e a Ilha de Cotijuba, desenvolvido em parceria com a Terra Expedições e guiado por anfitriãs locais que conhecem cada detalhe do território.

DIA DO TURISTA

É uma data carregada de significado, por destacar a importância do setor para a economia nacional ao promover práticas de turismo sustentável e responsável, num momento em que o Brasil, especialmente a Amazônia paraense, vive um dos maiores ciclos de crescimento turístico de sua história. Mais do que celebrar, o Dia do Turista convida a refletir sobre como nos conectamos com as pessoas e o local. É nesse encontro entre o olhar curioso do visitante e a generosidade de quem abre as portas do seu território que nasce o turismo regenerativo (não extrativista ou predatório!).

O PARÁ NO MAPA DO TURISMO NACIONAL

O Pará vive um ciclo inédito de crescimento e se consolida como um dos destinos turísticos que mais cresceram no país. Pará recebeu 1.204.944 turistas em 2024 e alcançou 1.574.766 visitantes em 2025, um crescimento de 30,6%. O turismo movimentou mais de R$ 1,14 bilhão na economia paraense em 2025.

Segundo a Secretaria de Estado de Turismo do Pará (Setur), com análises econômicas do
Dieese-PA), o estado ultrapassou a marca de 1,5 milhão de visitantes em 2025, consolidando o que especialistas chamam de um dos maiores ciclos de expansão turística da história paraense.
Por trás dos dados, há um Pará que se revela ao mundo com tudo que tem de mais singular:
sua natureza sem igual, sua culinária inconfundível, seus ritmos, seus saberes e, principalmente, suas pessoas.

O Pará responde com uma oferta que poucos territórios no planeta podem igualar: experiências
gastronômicas, sensoriais, sonoras e uma natureza que é única no mundo. O tacacá fumegante em uma barraca na feira, o carimbó ecoando à beira-rio ao entardecer, o banho de cheiro preparado pelas mãos de quem aprendeu com sua avó, o sabor de um açaí colhido a metros de distância. Esses não são souvenirs — são memórias que se constroem no corpo e permanecem.

É nesse contexto que o turismo de base comunitária emerge como uma resposta genuína ao desejo crescente de viajantes que buscam conexão real: com o lugar, com sua história e, sobretudo, com quem o habita.

QUANDO O TURISMO FORTALECE

Em um momento em que o fluxo turístico cresce aceleradamente, a pergunta sobre o modelo
importa. Comunidades ao longo das ilhas, rios e praias da Amazônia paraense têm se proposto a fazer diferente: promover um turismo de base comunitária que coloca o território e seus habitantes no centro da experiência.

Turistas, por sua vez, têm se proposto a ir além da natureza espetacular e conhecer as
pessoas, seus modos de vida, suas histórias, seus saberes acumulados ao longo de gerações.
Esse encontro, quando acontece com respeito e intenção, é capaz de gerar algo que vai além
da renda: gera reconhecimento, pertencimento e proteção cultural.

TURISMO DE BASE COMUNITÁRIA

Em um momento em que o fluxo turístico cresce aceleradamente, a pergunta sobre o modelo
importa. Comunidades ao longo das ilhas, rios e praias da Amazônia paraense têm se proposto a fazer diferente: promover um turismo de base comunitária que coloca o território e seus habitantes no centro da experiência.

Turistas, por sua vez, têm se proposto a ir além da natureza espetacular e conhecer as
pessoas — seus modos de vida, suas histórias, seus saberes acumulados ao longo de gerações.
Esse encontro, quando acontece com respeito e intenção, é capaz de gerar algo que vai além
da renda: gera reconhecimento, pertencimento e proteção cultural.

CONTATO E INFORMAÇÕES
Projeto Quase Nativa — Expedição Amazônia Paraense
Instagram: @quasenativa
Site: https://quasenativa.carrd.co

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Portal Jambu