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Por Regina Lima/ Imagem: Divulgação

O Centro Cultural Banco da Amazônia celebra os 84 anos do Banco da Amazônia, comemorados em 9 de julho, com uma programação que reúne artes visuais, música e formação cultural, destacando diferentes expressões da identidade amazônica. Entre as atrações estão a exposição “Povos Amazônicos não morrem, viram semente”, do artista visual rondoniense Rafael Prado, e o espetáculo “Dois Rios”, protagonizado pelos músicos paraenses Luê e Júnior Soares.

A programação marca o aniversário da instituição com iniciativas que valorizam a memória, a ancestralidade e a produção artística da região. Após a celebração oficial, a exposição será aberta ao público a partir de 10 de julho, permanecendo em cartaz até 9 de outubro.

Arte que preserva memórias da Amazônia

Com curadoria de Shannon Botelho e produção executiva da Abstrata Produções, a mostra de Rafael Prado apresenta pinturas inspiradas em personagens amazônicos que dedicaram suas vidas à defesa da floresta, dos povos tradicionais e de seus modos de existência.

Segundo o curador, a exposição parte da ideia de que, na Amazônia, a vida se transforma continuamente.

“O trabalho do Rafael nos lembra que aqueles que defenderam a Amazônia seguem presentes em suas histórias, em seus territórios e na memória coletiva. Suas pinturas transformam essas presenças em imagens de força, continuidade e esperança”, destaca Shannon Botelho.

A exposição também conta com recursos de acessibilidade e oferece visitas mediadas gratuitas para escolas, universidades, grupos culturais e instituições, mediante agendamento.

Música que atravessa gerações

Outro destaque da programação é o espetáculo “Dois Rios”, encontro inédito entre o músico Júnior Soares, um dos fundadores do Arraial do Pavulagem, e sua filha, a cantora e compositora Luê.

Selecionado no I Edital de Ocupação do Centro Cultural Banco da Amazônia 2026/2027, o projeto reúne composições autorais que dialogam entre diferentes gerações da música amazônica, aproximando tradição e contemporaneidade.

“Esse show nasce da necessidade de transformar nossa troca de afetos musicais em um espetáculo. Já participávamos dos shows um do outro, mas ainda não tínhamos construído um trabalho conjunto”, afirma Júnior Soares.

Além dos dois artistas, o espetáculo contará com a participação do mestre Ronaldo Silva, William Jardim (guitarra) e Dayvid Campos (percussão). Depois da apresentação em Belém, o projeto também seguirá para os municípios de Ananindeua e Bragança, em datas que serão divulgadas posteriormente.

Cultura como presente para a sociedade

Para a gerente de Marketing, Comunicação e Promoção do Banco da Amazônia, Ruth Helena Lima, a programação reforça o compromisso da instituição com o acesso democrático à cultura.

“Além de celebrar os 84 anos do Banco da Amazônia, queremos que esses eventos sejam um presente para toda a sociedade, valorizando diferentes formas de contar e viver a Amazônia”, destaca.

Oficina gratuita integra programação da exposição

Como atividade complementar, Rafael Prado ministrará, no dia 12 de julho, a oficina gratuita “Coletando Memórias: Workshop de Frotagem e Colagem Artística”.

Voltada para participantes a partir de 15 anos, a atividade utilizará a técnica da frotagem, que consiste na reprodução de relevos e texturas por meio da fricção do papel com grafite ou giz de cera. A proposta é estimular novas formas de perceber o território e transformar essas experiências em criação artística.

São oferecidas 20 vagas, com todos os materiais disponibilizados pela organização. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas por e-mail.

Serviço

Exposição: Povos Amazônicos não morrem, viram semente
Período: 10 de julho a 9 de outubro de 2026

Oficina: Coletando Memórias – Workshop de Frotagem e Colagem Artística
Data: 12 de julho
Vagas: 20 participantes (a partir de 15 anos)

Local: Centro Cultural Banco da Amazônia
Avenida Presidente Vargas, nº 800, Belém (PA)

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