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Por Kelvyn Gomes/Imagem: divulgação

A temporada de “A Imitação do Vento” chega ao fim neste sábado, 6 de dezembro, com duas sessões gratuitas no Casarão do Boneco, em Belém. Os shows acontecem às 19h e às 21h, marcando o encerramento de um circuito que passou por Castanhal, Cotijuba e Benevides, unindo apresentações musicais, encontros formativos e gravações que consolidaram o público e ampliaram o alcance do álbum de Mateus Moura. A noite será registrada em vídeo, fechando oficialmente a turnê realizada com apoio do edital PNAB-PA.

Ao longo dos últimos meses, a circulação combinou formação musical e presença nos territórios, permitindo que o álbum ganhasse novas rotas de escuta e maturidade estética. Para Mateus, a última parada em Belém tem caráter simbólico: depois de cumprir a programação prevista, a capital surge como celebração. Ele se apresenta acompanhado de Pedro Imbiriba e Sonyra Bandeira, parceiros que moldaram a identidade sonora do espetáculo, além de convidados como Renato Torres, Otânia, Cacau Novais e Íris da Selva, presentes no processo de gravação e criação.

O disco que dá nome ao projeto também conquistou visibilidade nacional. Publicações como Pop Fantasma e Divergent Beats destacaram o caráter sensorial do álbum, sua poética ligada à natureza e a forma como o artista articula memória, território e escuta. Esse retorno crítico, segundo Mateus, ajuda a renovar perspectivas sobre o próprio trabalho e reforça a força da circulação.

A etapa final da turnê coincide ainda com a entrada do músico no selo internacional Cantores del Mundo, responsável pela futura prensagem e distribuição em vinil do álbum. Para ele, o formato físico segue sendo o meio mais seguro de permanência de uma obra, especialmente diante da instabilidade das plataformas digitais. Mesmo assim, Mateus destaca que o caminho da música independente permanece marcado por estratégias artesanais de formação de público, desenvolvidas passo a passo.

O show de Belém encerra um ciclo que ampliou plateias e abriu novas oportunidades, mas sobretudo celebra o percurso. O repertório lapidado pela estrada, o entrosamento do trio e o encontro com o público marcam a última chance de assistir ao espetáculo nesta temporada.

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