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Nos dias 08 e 09 de fevereiro, o Conselho Estadual de Cultura e a Secretaria de Estado de Cultura do Pará (Secult) promovem no Teatro Estação Gasômetro, em Belém, o Seminário “Amazonidade, Transversalidade e Relevância Cultural”, um evento que, segundo os realizadores, busca ampliar o debate sobre os desafios da definição e conceituação da Cultura na região amazônica. A iniciativa acontecerá presencialmente no teatro e contará com transmissão remota para garantir maior acessibilidade aos fazedores de cultura.

Por Kelvyn Gomes/Imagem: Divulgação

O evento tem como objetivo a elaboração de um documento orientador que estabeleça critérios para a seleção de projetos culturais, a partir das vivências de mestres e mestras, fazedores e fazedoras de cultura. Serão abordados aspectos essenciais do fazer cultural nas Amazônias, suas ancestralidades e práticas tradicionais. Além disso, o seminário visa fortalecer a análise, avaliação e consolidação de políticas culturais mais adequadas para a região.

As inscrições para participação presencial estavam abertas desde o último dia 27 de janeiro e seguiriam até a abertura do evento no dia 08 de fevereiro. Mas os organizadores informaram que as vagas já estão esgotadas. Nesse caso, resta a participação on-line, para esta modalidade, o link para acesso à transmissão via Zoom será disponibilizado um dia antes do evento nas redes sociais da SECULT/PA.

O seminário será estruturado em cinco eixos temáticos: Patrimônio & Memória, abordando patrimônio imaterial e material, pontos e pontões de cultura, museus, memoriais e cultura popular; Cultura Indígena, envolvendo discussões sobre culturas indígenas, afro-brasileiras, diversidade LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência e suas contribuições culturais; Sustentabilidade, relacionada à cultura alimentar, artesanato, moda e design, meio ambiente e economia criativa; Multilinguagens, dividida em dois grupos – o primeiro englobando circo, dança, música e teatro, e o segundo voltado para artes visuais, cultura gospel, cultura urbana e periférica, livro e leitura; e Tecnologias, enfocando as produções audiovisuais e a cultura digital.

“Dada a dificuldade de tratar especificamente dos segmentos, temos eixos estruturantes dentro do seminário. Cada eixo vai trabalhar as suas peculiaridades. Então, no domingo, especificamente, a partir do que a gente elaborou nas mesas e desses grupos de trabalho, dentro de cada um desses eixos, após o seminário no domingo, o grupo de conselheiros irá sentar e sistematizar tudo isso. Isso vai gerar um e-book a partir daí. Ele vai ter uma catalogação de periódico e ficará à disposição no site da Secult e no próprio Mapa Cultural. Isto para que seja esse documento orientador que vai servir para os fazedores, mestres e mestras. E, principalmente, para os pareceristas, para terem um entendimento maior das complexidades do fazer cultural na Amazônia”, explica Elane Gadelha, que atua como secretária executiva do Conselho Estadual de Cultura e diretora de pesquisa, experimentação e promoção cultural, está na organização do evento.

Os organizadores reafirmam a importância da participação de artistas, pesquisadores, gestores e demais agentes culturais para contribuir com reflexões e propostas que fortaleçam as políticas culturais da Amazônia e do Brasil. “Ele (o seminário) traz a visão dos mestres e mestras da cultura popular, dos fazedores de cultura das Amazônias como um todo, para que as análises de projetos sejam mais justas e acessíveis, especialmente quando propostas por um mestre em uma região remota do estado ou por comunidades indígenas, ribeirinhas, quilombolas e extrativistas. O objetivo é elaborar um documento que ilumine os processos de análise dos projetos concebidos e executados na região amazônica”, afirma Elane.

Para mais informações, acompanhe as redes sociais da SECULT/PA e garanta sua inscrição.

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