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Nesta terça-feira, 11, o Sarau Periférico chega ao Sesc Ver-o-peso, na Boulevard Castilho França, em frente à Estação das Docas, às 19h, com lançamento de livros, roda de conversa com os autores e apresentações de música e poesia. A programação terá entrada gratuita.

Por Kelvyn Gomes/Imagem: reprodução mídias sociais

A programação vai reunir artistas, escritores e público em uma noite de poesia e literatura. Estão confirmados Yuri, Edson X, Rafael da Luz e Zack Aawack lançando Vira Bicho, Literacura, Devir Periférico da Esperança e Verbo: Fases, amores e dores autor. O encontro, que acontece na sala de cinema do Sesc Ver-o-peso, vai celebrar a literatura periférica, marginal que reúne quatro poetas com livros lançados ao longo de 2024.

Rafael da Luz, autor de “Devir Periférico da Esperança”, convida o público para o momento em que os autores irão compartilhar suas vivências e a experiência da produção autoral. “Compartilhar um pouco sobre os desafios de ser um escritor na periferia, de fazer poesia marginal, de pensar numa poesia reconexiva, e principalmente romper com os cânones do que se entende, do que é poesia, da estrutura que ela tem que ser feita. Eu acho que a nossa poesia elas têm outras experiências de vida”, afirma o autor.

Com textos inspirados em suas próprias experiências de vida na periferia de Belém, os autores buscam uma reflexão não apenas sobre a poesia, mas sobre a vivência negra nesses territórios. “Ai entra num campo narrativo, subjetivo, quando a gente narra, conta nossa experiência de vida a partir dos atravessamentos que a gente tem nesses territórios periféricos”, lembra Da Luz.

Cria do Tapanã, o autor de “Devir” propõe esse momento como uma oportunidade de conhecer outras realidades e formas de fazer e conectar as pessoas com e a partir da poesia. “Cada um vai falar sobre seu livro, sobre suas experiências, sobre seus atravessamentos, sobre seus sentimentos, principalmente, né?”, explica o autor.

A obra de Rafael da Luz, lançada no espaço coletivo Gueto Hub, no bairro do Jurunas, foi produzida baseada na sua vivência periférica durante a Pandemia de Covid19. O trabalho do autor que também atua como fotógrafo e professor da rede municipal de ensino tem trazido à luz a questão dos afetos entre pessoas e lugares marginalizados e, assim como os outros autores, é o tema que deve guiar o encontro desta terça. “Eu acho que cada poeta, que nesse dia irá compartilhar um pouco com o público sobre as suas vivências, vai falar sobre afeto, né? Vai falar sobre revolta, mas principalmente falar sobre esperança”.

O evento é um espaço aberto ao diálogo e trocas entre autores e público. Rafael convida o público a ressignificar o sentido de periférico, quebrando paradigmas como a marginalização, a violência e o medo. Por isso, após o bate-papo terá o sarau com microfone aberto, abrindo espaço para o público presente compartilhar também suas experiências. “Vamos deixar o microfone aberto pra quem quiser se expressar por meio da palavra, por meio do canto, por meio do rap, por meio do corpo. Enfim, esse espaço aberto pra gente pensar nas múltiplas formas em que a poesia se manifesta no território periférico”, convida o poeta.

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