
Por Kelvyn Gomes/Imagem: Divulgação
O documentário “Artesãos da Floresta”, que estreia nesta segunda-feira, 31, às 18h, no YouTube, retrata a realidade do trabalho de artesãos da Floresta Nacional do Tapajós que transformam a madeira morta em arte e sustento.
Manter a Amazônia de pé é um desafio constante, mas também uma prática cotidiana para muitas comunidades que vivem na floresta, este é o debate trazido pelo documentário selecionado na categoria Curta Iniciante do Edital de Audiovisual da Lei Paulo Gustavo. O filme tem apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Federação das Organizações e Comunidades Tradicionais da Flona do Tapajós.
A produção, que busca valorizar a sustentabilidade na região e dar visibilidade aos saberes tradicionais que ajudam a preservar a floresta, foi gravada em três locações: as comunidades de Pini e Itapaiúna, em Belterra (PA), e na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em Santarém. Um dos personagens centrais do documentário é Manoel Souza, que lidera as oficinas caboclas em Pini. Seu trabalho envolve a produção de peças decorativas feitas exclusivamente com madeira nativa que caiu naturalmente na floresta. “A gente não derruba árvores, só utilizamos o que a natureza já nos ofereceu”, explica o artesão.
Outro destaque é Jacilene Pedroso Lopes, que também participa da cadeia produtiva do artesanato em madeira e reforça a importância de um trabalho consciente. “Nós pegamos árvores que caem sozinhas e as transformamos em móveis e artesanato. Assim, geramos renda sem comprometer o meio ambiente”, afirma.
O documentário tem roteiro e produção executiva assinados pelo jornalista e cineasta Fábio Barbosa, que destaca o impacto social do projeto. “Queremos mostrar como a arte e a sustentabilidade caminham juntas na Amazônia. Esses artesãos são verdadeiros guardiões da floresta, e suas histórias são fontes de inspiração”.
A direção do curta é de Wagner Bentes, estudante de Engenharia Florestal da Ufopa, que reforça a necessidade de dar visibilidade a esses trabalhadores. “Nosso objetivo é amplificar a voz dessas comunidades e mostrar a riqueza cultural presente em cada peça de madeira reaproveitada”, diz Bentes.
Para garantir acessibilidade, o curta será lançado com versões em Libras (Língua Brasileira de Sinais), legendas abertas e audiodescrição, contrapartidas necessárias para a participação nos editais da lei e uma forma de ampliar o alcance da mensagem para diferentes públicos. O documentário está disponível no YouTube.