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Por Ana Paula Costa, Andrelly Couto, Deivid Martins, Elane Santos, Kelvyn Gomes, Mateus Chagas e Rafael Lédo/Imagem: Deivid Martins

Belém se prepara para sediar a COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que acontecerá entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025. Esta será a primeira vez que o evento será realizado no Brasil e na Amazônia, marcando o retorno da cúpula climática a um país democrático e a um dos biomas mais estratégicos do planeta. Além das discussões sobre meio ambiente e economia global, a conferência deve discutir a importância da economia circular como ferramenta para minimizar impactos ambientais e promover a sustentabilidade.

A economia circular é baseada em um modelo econômico que busca minimizar o desperdício e maximizar o aproveitamento de recursos, promovendo a reutilização, reciclagem e regeneração de materiais ao em vez do descarte. Diferente do modelo tradicional que parte do princípio de “extrair, produzir e descartar”, a economia circular propõem um ciclo contínuo onde os produtos e materiais são mantidos em uso pelo maior tempo possível. Reduzindo assim, a pressão sobre os recursos naturais, sobretudo aqueles não renováveis, a geração de resíduos e contribui para a sustentabilidade ambiental e econômica. 

Quando voltamos o olhar para a COP30, a economia circular desempenha um papel fundamental. Por se tratar de um evento de proporções globais, exige um planejamento sustentável para minimizar seu impacto ambiental. Pensando sob a ótica da economia circular, algumas estratégias poderiam ser adotadas, reforçando o compromisso de chefes de estados e líderes mundiais, como a implementação de um sistema eficiente de coleta e reciclagem de resíduos, incentivando o uso de materiais biodegradáveis e reutilizáveis; estruturas e instalações que priorizem fontes de energia limpa, como a solar, por exemplo, reduzindo as emissões de carbono do evento; transporte público eficiente, incentivo ao uso de bicicletas e redução da emissão de CO₂ no deslocamento de participantes e materiais; valorização de produtos regionais e de cadeias produtivas sustentáveis, como biojoias, cosméticos naturais e alimentos orgânicos da Amazônia; Uso de materiais recicláveis ou reaproveitados na montagem das estruturas temporárias do evento, evitando desperdício.

Tipos de Economia Circular

A economia circular se categoriza em cinco tipos: reciclagem, reutilização, remanufatura, regeneração e compartilhamento de aluguel.

A reciclagem consiste em transformar materiais descartados em novos produtos. Por outro lado, a reutilização se caracteriza por aproveitar produtos e materiais para prolongar sua vida útil. A remanufatura, por sua vez, refere-se à recuperação de itens, ou seja, um produto reparado e retorna ao seu estado original de eficiência e funcionalidade. O conceito de regeneração envolve aprimorar um produto ou sistema natural. Em relação ao compartilhamento e aluguel, este ponto destaca a relevância de compartilhar produtos ao invés de adquiri-los, incentivando o aluguel em vez da compra.

De acordo com matéria publicada no portal do DOL, o “Lixo” se torna valioso e estimula a economia. Um novo modelo emerge como uma estratégia inovadora e promissora, visando a promoção da sustentabilidade e da eficácia no aproveitamento de recursos, onde o “lixo” é visto como “recursos em ciclo”. No Pará, este conceito de economia já é implementado pelo Instituto Alachaster, que possui ecopontos — locais destinados à coleta de resíduos recicláveis – distribuídos por diversos bairros na Região Metropolitana de Belém.

Partindo ainda da teoria de economia circular, a qual envolve um modelo de consumo sustentável, o conceito de reutilização define um ciclo de duração mais alargado, reduzindo o desperdício. A economia circular contrasta com o conceito de reutilização, que por intermédio desse modelo, tem-se a forma de reciclagem, que garante ser utilizados uma e outra vez, o que permite obter mais valor no ciclo da utilização. Esses produtos permitem retardar o uso dos recursos naturais, reduzindo a uso predatório das paisagens e dos habitats, atitudes que ajudam a degradar a biodiversidade. 

A prática de reutilização de matérias-primas reduz os riscos associados ao consumismo desenfreado, tais como a volatilidade de preços, a disponibilidade e a dependência nas importações. Esse conceito de consumismo, ligado ao capitalismo predatório, estão associados na produção de tecnologias, que ajudam a fornecer energias poluidoras, como as baterias e os motores elétricos. A reutilização é uma das alternativas que contribui para economia circular. Reutilizar um produto significa aplicá-lo novamente na mesma função ou em diversas outras possibilidades de uso. Na reutilização, diferente do que ocorre na reciclagem, o material não é reprocessado e transformado em um novo item, mas pode ser incorporado na criação de novos produtos.

A remanufatura incorporada no conceito de economia circular  consiste em passar por um processo industrial de remanufatura, ou seja, as peças ou componentes danificados vão ser incorporados ou substituídos por novos e recuperados nos padrões de qualidade exigidos no projeto do produto novo e realizado nas instaurações do fabricante original. Após passar por todos os testes do fabricante, o produto deverá estar em perfeitas condições e funcionará como se fosse um aparelho novo. Desta forma, fica evidente que os produtos danificados, ou no final de uso, tem sido devolvidos pelo consumidor e ao retornam ao mercado, após passarem pelos processos de remanufatura, não serão necessariamente da mesma pessoa que os descartou, mas reutilizado com a mesma função, estendendo assim a vida útil dos equipamentos.

Em meio a esse conceito de economia circular associada ao evento da COP30. Para atender à demanda por hospedagem, o aluguel compartilhado é uma questão de moradia em que duas ou mais pessoas dividem os custos e responsabilidades de um imóvel. Essa prática tem se tornado mais popular, especialmente entre jovens profissionais e estudantes, essa alternativa de moradia consiste em uma parceria de serviço conhecido que tende a ampliar o número de leitos para a conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30), em Belém.

O governador da capital  une-se a plataforma de hospedagem Airbnb, o governador Helder Barbalho (Governador da capital que receberá a COP 30) afirmou que esse movimento é para ampliação da oferta de hospedagens. Além de atender a demanda da COP, a importância desse acordo vai deixar um legado positivo para a hotelaria paraense e também para aqueles proprietários de imóveis que trabalham com aluguel de curta temporada. A plataforma é reconhecida por sua capacidade de intermediar o contato entre estabelecimentos, proprietários e hóspedes em potencial, proporcionando assim, novas oportunidades de renda para os paraenses e um incentivo potente nas atividades econômicas ligadas ao turismo.

Economia Verde e a transição para um futuro sustentável

O que é Economia Verde? Atualmente o termo Economia Verde está cada vez mais frequente, especificamente nos grandes debates sobre questões ambientais.  A expressão relaciona-se a um modelo de desenvolvimento econômico, e com as mudanças climáticas, a economia verde tenta minimizar os grandes impactos ambientais negativos em busca de um futuro mais sustentável.

Na COP 30, espera-se que o tema seja um dos temas mais debatidos, ao ser uma forma de pensar soluções para preservar o meio ambiente, já que é uma forma que tenta ter um desenvolvimento econômico sem prejudicar o clima. E, a Economia Verde está intimamente ligada à redução de emissões de gases de efeito estufa.

Segundo a Redação Pensamento Verde “Uma das principais características da economia verde é a transição para produção e consumo mais eficientes, utilizando recursos conscientemente e reduzindo o desperdício. Isso envolve o uso de energias renováveis, a implementação de práticas de reciclagem e reutilização”.

Essas práticas trazem muitos benefícios, ajuda a preservar os ecossistemas, o desmatamento e visa proteger a biodiversidade, promove a inclusão social e cria empregos saudáveis com a intenção de preservar o meio ambiente. Se implicada corretamente, a economia verde pode mudar setores na economia, em um cenário de grande pressão ambiental o modelo é uma solução crucial para garantir um futuro sustentável.

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