
Por Kelvyn Gomes/Imagem: Heranças Raquel Teixeira
A cena de quadrinhos da região Norte do Brasil vai marcar presença na Bienal de Quadrinhos de Curitiba 2025, que acontece de 4 a 7 de setembro em espaços como MON, MuMA, Gibiteca de Curitiba, Estúdio Riachuelo e Cine Passeio. Autores do Amazonas, Pará, Amapá e Tocantins levarão ao público lançamentos inéditos e obras já consagradas, mostrando a força criativa e a diversidade da produção amazônica.
Entre os destaques estão Raquel Teixeira (AM), com Herança e Vá pela Sombra, que exploram memórias pessoais e fenômenos naturais como o eclipse solar de 2023, unindo humor e intimismo; Tai (PA), com Onde Habita o Medo, uma narrativa de mistério ambientada em um vilarejo amazônico; Ray Cardoso (AM) e Evaldo Vasconcelos (AM), ambos com Maramunhã na Terra do Waraná, que mistura aventura, união e preservação ambiental; e Thai Rodrigues (AP), com Sagrado e Lá no Rio Matapi, histórias sensíveis sobre autoconhecimento e a vida ribeirinha.
Outros lançamentos incluem Leonardo Dressant (PA) com A Batalha nas Sombras, que mistura suspense, fantasia e cultura amazônica; Amanda Modesto (PA) com Semana do Cão, que acompanha a jornada de um cachorro perdido em Belém; Pablo Marquinho e Álvaro Maia (TO) com Vicente Lua Cheia, uma aventura infantojuvenil baseada em mitos e lendas da região; Lucas Saruzilla (AP) com O Menino e a Baleia, uma história contemplativa sobre a foz do Rio Amazonas; e Karipola (PA) com Quase Tudo São Flores, quadrinhos reflexivos que questionam cultura, utilidade e valores sociais.
Além das vendas, os artistas participarão da programação oficial do evento, que inclui mesas de bate-papo, sessões de autógrafos, oficinas e exposições, proporcionando interação direta com o público e fortalecendo o contato com a produção da região Norte.
O Norte em Quadrinhos, iniciativa que valoriza e divulga a produção de HQs amazônicas, também marcará presença, realizando cobertura completa do evento pelo perfil @norteemquadrinhos, conectando leitores a autores e fortalecendo a visibilidade da cena local.
