
Por Kelvyn Gomes/ Imagem: Divulgação
De 31 de outubro a 2 de novembro, o Centro Cultural Bienal das Amazônias (CCBA), em Belém, recebe uma programação com oficinas, performances, shows de brega, tecnobrega e carimbó. O evento é para todas as idades, incluindo atividades para bebês.
Entre os destaques está a experiência sensorial voltada para bebês de 3 meses a 2 anos e meio, que acontece no sábado, 1º, das 15h às 18h, no Sonhário do CCBA. A proposta do Programa Pedagógico, coordenado por Raquel Freitas, busca aproximar os pequenos do universo da arte contemporânea por meio de sons, cores e texturas. “A programação foi pensada para os primeiros olhares e toques no universo da arte contemporânea. É um convite à escuta, à curiosidade e ao cuidado”, explica Raquel.
No domingo, 2, das 10h às 12h, a arte-educadora Andreza Machado conduz a oficina “Microcontos e as narrativas orais amazônicas”, voltada ao público a partir de 12 anos. Inspirada em autores como Walcyr Monteiro e no artista peruano Brus Rubio, a atividade propõe recriar narrativas tradicionais da Amazônia por meio da escrita breve, com direito a cadernos artesanais e um registro coletivo das criações.
Paralelamente, o Programa Público da Bienal celebra a identidade cabana e os ritmos populares paraenses, como brega e carimbó, dentro da poética “Sotaque”, que compõe a curadoria “Verde-Distância”, de Manuela Moscoso. “Esse terceiro ato associa o sotaque à cultura nortista e à Cabanagem, sem perder a alegria que está nos nossos sons e visualidades”, afirma o coordenador Jean Ferreira da Silva.
A programação inclui debates sobre o movimento cabano, mesas sobre cultura negra e periférica, e performances que unem arte, política e ancestralidade. Entre as atrações, destaca-se a DJ Pedrita, pioneira das aparelhagens no oeste do Pará, que promete agitar o público com o “Rock Doido”, mistura de brega, tecnobrega, tecno melody e tecno funk.
O sábado também contará com a mesa “COP do Povo”, reunindo Claudelice, Ruth Nayane e Nelissa Peralta para discutir justiça climática, território e democracia. O encerramento será um encontro de vozes negras e cabanas, em que o batuque do carimbó e a poesia se entrelaçam em celebração à arte que nasce do povo e retorna a ele.
