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Por Kelvyn Gomes/Imagem: Adriely Ferreira

O Prêmio Sebrae Amazônia de Música está com inscrições abertas até o próximo dia 22 de julho. O prêmio,viabilizado por meio das leis de incentivo Semear e Rouanet, busca reconhecer a riqueza e a diversidade sonora da Amazônia, ao abranger desde expressões tradicionais como carimbó e boi-bumbá até gêneros contemporâneos como rap, tecnobrega e pop.

Podem participar artistas do estado do Pará que tenham lançado obras autorais entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2024. As inscrições são feitas gratuitamente pelo site oficial.

De acordo com o cantor e produtor Arthur Espíndola, idealizador do projeto, a cena musical amazônica é muito rica e diversa. “Quando a gente fala de Amazônia, estamos falando de muitas Amazônias. Culturalmente, é uma região vasta, e o prêmio é uma forma de dar holofote para os lançamentos desses artistas que, muitas vezes, não encontram espaço em premiações nacionais”, afirma Arthur Espíndola.

As obras inscritas serão avaliadas por uma curadoria composta exclusivamente por profissionais da região, com representantes de diferentes estados da Amazônia. Cada categoria contará com três finalistas, e o público também poderá participar da escolha do Artista Revelação por voto popular, entre os dias 6 e 25 de agosto.

Ao todo, serão premiadas obras em 11 categorias por gênero musical como Sonoridades Amazônicas, Música Urbana, MPB, Brega, Sertanejo/Forró e Instrumental, além de categorias gerais como Artista do Ano, Melhor Projeto de Música Infantil, Produção Musical e Melhor Clipe ou Show Audiovisual.

A cerimônia de premiação será realizada no dia 26 de agosto, no Theatro da Paz, em Belém, com a presença de artistas, curadores e representantes do setor cultural. A noite também contará com uma homenagem especial à cantora Joelma, ícone da música paraense, que em 2025 completa 30 anos de carreira. Reconhecida por popularizar o calypso e levar a estética amazônica a palcos internacionais, Joelma será celebrada com releituras de seus sucessos interpretadas por artistas convidados. “O prêmio é também uma forma de nos emanciparmos, de criarmos nosso próprio espaço. Se não nos indicam, então nós mesmos vamos criar um prêmio com o nosso olhar, com a nossa curadoria. É um gesto de afirmação e valorização do que produzimos por aqui”, ressalta Arthur.

Na edição anterior, artistas como Arraial do Pavulagem, Nilson Chaves, Lia Sophia, Viviane Batidão, Sebastião Tapajós e a Orquestra Paraense de Cinema estiveram entre os vencedores, demonstrando a pluralidade de linguagens que o prêmio busca abraçar. A expectativa é que a edição de 2025 amplie ainda mais essa representatividade.

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