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Por Kelvyn Gomes/Imagem: Reprodução mídias sociais

A Associação Cultura Candanga e o grupo Pé de Cerrado realizam nos dias 31 de maio e 1º de junho, na Feira da Torre de TV, em Brasília, a partir das 16h, a 4ª Mostra Cultura Candanga. O evento, que conta com apoio do Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC/DF), tem curadoria de pesquisadores da cultura indigena e afro-brasileira e contempla na sua programação atrações como o grupo indígena Walê Fulni-ô (PE), o mestre da rabeca Cláudio Rabeca, o icônico Mestre Zé do Pife, a contagiante Orquestra Alada Trovão da Mata e os cubanos do Sabor de Cuba. Com entrada gratuita, o evento reúne artistas do Distrito Federal, do Pará, de Pernambuco e até de Cuba, fortalecendo os laços entre culturas populares de diferentes regiões do Brasil e do mundo.

Entre as atrações, está a apresentação do grupo paraense Muleques do Carimbó, que sobe ao palco no sábado, 31, às 21h, ao lado do compositor André Nascimento. Formado por filhos e netos de mestres do carimbó, os Mulques, grupo fundado em 2020 pelo fotógrafo, músico e também compositor Cine Toti no bairro da Marambaia, em Belém do Pará, representam uma nova geração comprometida com a preservação e reinvenção dessa que é uma das mais potentes expressões culturais da Amazônia.

O grupo leva para Brasília um repertório que mescla clássicos do carimbó com composições autorais, valorizando a memória dos mestres e imprimindo novas sonoridades a partir da vivência dos jovens músicos e dançarinos. A participação de André Nascimento, que traz sua conexão com as narrativas amazônicas e autor de músicas como Barreira do Mar, adiciona profundidade e poesia ao espetáculo.

A apresentação promete transformar o espaço da Mostra em uma grande roda de dança e ancestralidade. Para o público da capital federal, será a chance de vivenciar, ao vivo, a energia contagiante do tambor amazônico, em diálogo com outras manifestações culturais presentes no festival.  “O carimbó não é só ritmo, é resistência, é história viva do nosso povo”, afirma André.

Criado com o objetivo de fortalecer a cultura do carimbó, o grupo traz para o seu espaço, jovens que aprenderam a tocar e dançar o ritmo ancestral da Amazônia. O nome do grupo também, vindo da pronúncia paraense da palavra “moleque” (“muleque”), marca para o nome do grupo, enaltecendo a gíria e a forma falada na região Norte, diferenciando a forma de como se escreve. Criando assim, uma forma mais popular e de fácil aproximação com as novas gerações. 

Além de grupos artísticos do próprio DF, como Coco dos Encantados, Calango Careta, Sambadeiras de Roda, Quadrilha Junina Si Bobiá a Gente Pimba e o próprio Pé de Cerrado, que celebra 25 anos de trajetória. A vivência dos curadores com grupos tradicionais da Ilha do Marajó (PA) e de Pernambuco levou a pluralidade do festival. “Queremos revelar ao público as brincadeiras, mestres e saberes que fazem da cultura popular uma força transformadora”, afirma Pablo Ravi.

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