
Por Kelvyn Gomes/Imagem: Divulgação
Belém vai ganhar novos cenários de arte urbana neste fim de semana. Com realização da Sonique Produções e Oito Quatro Produções, com patrocínio por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), o Museu de Arte Urbana de Belém (MAUB) inaugura, neste domingo, 28, 19 murais inéditos que transformam os muros do Parque Zoobotânico e do Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi em uma galeria dedicada à Amazônia.
A inauguração será na Avenida Magalhães Barata, em frente ao Museu Goeldi, a partir das 9h, com entrada gratuita. A programação inclui shows da banda Reggaetown (com participação da cantora Layse), Baile do Mestre Cupijó, Ver-o-Brass e DJ The Black, além de oficinas, contação de histórias, atividades para crianças, feirinha criativa e praça de alimentação.
A abertura foi organizada em respeito à fauna e flora do Parque Zoobotânico, com controle de volume e curadoria voltada à valorização da cultura amazônica. A programação começa às 9h com o espetáculo infantil “Entre rios e rabiscos”, brinquedos, mini rampa de skate e feira criativa.
Às 10h, o DJ The Black assume o palco e a contadora Otânia Freire apresenta os “Causos da Dona Cotia”. Às 11h, o grafiteiro Santo ministra a oficina infantil “Reciclando e Fazendo Arte”. O público acompanha o show do grupo Ver-o-Brass às 13h30, seguido do Baile do Mestre Cupijó às 15h45. No fim da tarde, às 17h45, a banda Reggaetown se apresenta com participação especial de Layse, encerrando a noite com o DJ The Black a partir das 19h15.
Gibson Massoud, idealizador do MAUB, destaca o caráter transformador da iniciativa. “O MAUB nasceu para transformar Belém em uma galeria a céu aberto, e esta edição especial no Museu Goeldi reforça esse propósito. São artistas da Amazônia e de outras regiões do Brasil que deixam suas marcas em um espaço histórico, conectando ciência, cultura e comunidade em um diálogo único”, afirma.
Ao todo, 19 artistas e coletivos de diferentes estados assinam os murais, trazendo linguagens como grafite, muralismo, pintura experimental e esculturas. Os trabalhos abordam temas ligados à biodiversidade, à arqueologia e ao patrimônio cultural da Amazônia.
Entre os participantes estão nomes como Éder Oliveira, conhecido nacionalmente por retratar identidades amazônicas, Cely Feliz, pioneira do “caboclofuturismo”, e Alex Senna, artista que já levou murais poéticos para 24 países.
