Por Kelvyn Gomes/ Imagem: Mariana Almeida
Canaã dos Carajás e Parauapebas se preparam para viver dias de arte, música e cidadania cultural. Nos dias 27 de setembro e 3 de outubro, as duas cidades recebem o Festival Na Rua, evento multilinguagens do sul e sudeste do Pará, realizado pela Sapo de Vidro Produções e Casa Viva Amazônia. A programação é gratuita e vai ocupar os espaços públicos das 17h até a meia-noite, reunindo atividades para todas as idades.
O festival celebra as expressões da cultura urbana, como o grafite, batalhas de rima, breakdance, BMX, skate, malabares e cinema, em diálogo direto com a comunidade local. A edição deste ano tem um marco especial: a inauguração do Museu Na Rua de Artes Visuais, que contará com oito totens grafitados por artistas selecionados em chamada pública. “A importância de levar cultura gratuita e experiências de cidadania cultural para o interior é enorme, especialmente em uma região que historicamente recebe pouco incentivo. O Festival Na Rua trabalha a sustentabilidade em quatro eixos: social, econômico, cultural e ambiental, este último, com o compromisso de ser o primeiro evento Lixo Zero do sul e sudeste do Pará”, explica Mariana Farnesi, da organização do evento.
Em Canaã dos Carajás, o festival será realizado na Praça da Bíblia, no dia 27 de setembro. O público vai acompanhar batalhas de rima, apresentações de breakdance, o Game of BMX/SKATE com premiação, sessões do CineNaRua, grafite ao vivo e uma feira criativa e gastronômica. A noite será encerrada com show da Banda Xeiro Verde. Também se apresentam Orquestra Aerofônica, MC Super Shock, Bruna BG e Moraes MV.
Já em Parauapebas, no dia 3 de outubro, a festa será na Praça dos Esportes Radicais. Além da programação cultural e esportiva, o encerramento será comandado pela tradicional Aparelhagem Príncipe Negro, atração que promete transformar o espaço em uma grande pista de dança.
Também estão confirmados os shows de Thaís Badu, Matemba e Nega Isa & MC Íra.Entre os destaques do festival está a criação dos totens grafitados que compõem o Museu Na Rua. Para a artista visual Vanessa Soares, selecionada para participar do projeto, a ação é transformadora. “Crescer artisticamente na Amazônia é estar em constante diálogo com a natureza, com os saberes ancestrais e com as potências culturais daqui. O grafite democratiza o acesso à arte e fortalece a identidade de cada comunidade”, afirma.
