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Por Kelvyn Gomes/Imagem: Divulgação

Belém receberá, de 28 a 30 de novembro, uma edição inédita do festival AMAJAZZON 2025, que reunirá artistas da Amazônia, África, Ásia, Europa e Américas no palco do Theatro da Paz. Os ingressos já estão à venda na bilheteria e online, com combos promocionais para os três dias. A programação inclui espetáculos inéditos, colaborações internacionais e uma agenda formativa gratuita com oficinas, rodas de conversa e práticas musicais.

No line-up, músicos vindos de Moçambique, Guiné, Noruega, Portugal, Polónia, Hungria, Brasil e Estados Unidos conectam tradições e linguagens do jazz contemporâneo, do african jazz, do fado e de matrizes amazônicas. A proposta é criar espetáculos que não se repetem em outros palcos, reafirmando Belém no circuito internacional da música instrumental.

Entre os destaques está o espetáculo Für Elis, homenagem à cantora Elis Regina que reúne o pianista Uriel Herman, em ascensão no jazz europeu, e a cantora moçambicana Lenna Bahule, referência do African Jazz e pesquisadora de polifonias vocais. A apresentação conta ainda com o percussionista Matchume Zango, mestre da timbila, instrumento tradicional de Moçambique reconhecido pela UNESCO.

Outra estreia mundial será o Norway Brazil Connection, encontro entre os noruegueses Hans Mathisen e Petter Wettre, o pianista norte-americano Cliff Korman e os brasileiros Kiko Freitas e Augusto Mattoso. O concerto propõe um diálogo entre o jazz nórdico, marcado por atmosferas minimalistas, e a diversidade rítmica brasileira, criando uma experiência sonora exclusiva para o público do festival.

O guitarrista português Manuel de Oliveira, representante do fado contemporâneo, se apresenta ao lado da pianista e compositora brasileira Bianca Gismonti, reconhecida internacionalmente por sua obra autoral. O dueto inédito integra uma programação que cruza lirismo, improvisação e tradição. No sábado, 29, o público acompanha também uma colaboração entre o Coro da Fundação Carlos Gomes e a artista polonesa Aga Kiepuszewska, resultado do trabalho desenvolvido ao longo da semana.

A Amazônia Jazz Band, orquestra que há mais de 30 anos representa a força do instrumental paraense, encerra o festival acompanhada pela cantora paraense Juliana Sinimbú e pela artista amazonense Tainá e i o u, que explora fusões experimentais no álbum de estreia “METACOMUNICANÇÃO”.

Para a curadora e co-diretora do festival, Anabela Cunha, o AMAJAZZON se afirma como um espaço de trocas profundas. Ela destaca que “o evento aposta na conexão entre artistas da Amazônia e músicos de diversas partes do mundo, promovendo apresentações, workshops e experiências que ampliam repertórios e consolidam novas redes de criação”.

Formações e integração

A programação formativa acontece em paralelo com o AMAJAZZON LAB, iniciativa gratuita desenvolvida em parceria com a UFPA e a Fundação Carlos Gomes. As atividades incluem oficinas, rodas de conversa, práticas coletivas e espaços de orientação sobre carreira e desenvolvimento profissional. A proposta é estimular processos de improvisação, pesquisa e experimentação, fortalecendo a formação musical da região.

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