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Por Kelvyn Gomes/Imagem: Rafael da Luz

O Coletivo Sarau em Movimento, em parceria com a Fundação Abrinq, realiza, no próximo dia 17 de julho, a partir das 15h, na Praça Benedito Monteiro, no bairro do Guamá, em Belém, o Festival Brincar em Movimento. O evento é gratuito e aberto ao público e comemora o Dia do Curupira – Protetor das Florestas e, este ano, também mascote oficial da COP 30, a conferência do clima que será realizada na capital paraense em novembro deste ano.

O festival busca valorizar o protagonismo da infância na construção de um futuro sustentável. Com uma programação lúdica, artística e ancestral, ele tem como foco as crianças e famílias das periferias, promovendo o brincar como um ato de transformação social e ambiental.

A programação inicia com acolhimento das famílias e abertura do Espaço Erê, ambiente voltado à livre criação e experimentação artística. Às 16h, o palhaço Edx sobe ao palco com o espetáculo Palhaço em Movimento, combinando humor, poesia e crítica social. Logo depois, o contador de histórias Ângelo Fonseca, o Mestre Saci, conduz a narrativa “Curupira, o Protetor das Florestas”, que resgata lendas amazônicas e destaca a importância da floresta e seus guardiões simbólicos.

Durante toda a tarde, a artista Jess realiza uma oficina de pintura corporal com grafismos inspirados na natureza, incentivando o pertencimento e a conexão com a terra.

Às 18h, crianças e jovens sobem ao palco com o espetáculo “Erês em Movimento pelo Clima”, unindo dança, teatro, hip hop e poesia para refletir sobre as mudanças climáticas e o papel da infância diante dos desafios do planeta. Em seguida, o Grupo Infantil Panãpanã Avôa embala o público com muito carimbó, reverenciando os ritmos e a ancestralidade amazônica.

O encerramento do festival fica por conta do Cine em Movimento, que exibirá uma seleção de curtas-metragens com temáticas socioambientais e culturais.

Brincar é coisa séria

Mais do que simples distração, o brincar é uma experiência rica em aprendizado e desenvolvimento para as crianças. Segundo a diretora da Escola Canadense de Belém, Caroline Aguiar, é necessário estimular a criatividade. “Caixas de papelão, panos, potes e utensílios simples se transformam em mundos imaginários quando a criança tem autonomia. É nesse espaço que ela se desenvolve de forma mais plena”, afirma. A proposta é que os adultos ofereçam segurança e apoio as crianças. “Brincar é coisa séria. O mais importante não é encher a agenda da criança, mas dar a ela tempo para ser criança”, completa.

A recomendação vai ao encontro de estudos como o da American Academy of Pediatrics (AAP), que reforça a importância das brincadeiras para o desenvolvimento saudável. De acordo com a instituição, esse tipo de atividade contribui para o equilíbrio emocional, melhora a função cerebral, fortalece vínculos familiares e ajuda a lidar com o estresse. Para Caroline, reduzir o tempo de telas e priorizar o contato com a natureza e com outras crianças é um caminho possível e acessível. “Parques, quintais e praças são espaços ideais para brincadeiras livres e socialização. Quando a criança conduz a própria brincadeira, ela aprende a resolver problemas, expressar emoções e desenvolver a coordenação motora, tudo isso com mais significado e sem pressão”, afirma.

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