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Por Kelvyn Gomes/Imagem: Divulgação

Em exibição no Museu do Estado do Pará (MEP) até 4 de janeiro de 2026, a mostra “O Legado Suíço-Brasileiro na Amazônia: Arte, Ciência e Sustentabilidade” apresenta ilustrações científicas, gravuras históricas e experiências imersivas que celebram mais de um século de cooperação entre os dois países nas áreas de cultura, ciência e meio ambiente. Com entrada gratuita, a exposição pode ser visitada de terça a sexta, das 10h às 18h, e aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 13h.

A iniciativa é promovida pela Embaixada da Suíça no Brasil, Consulado-geral da Suíça no Rio de Janeiro, Museu Paraense Emílio Goeldi e Associação Artística e Cultural Oswaldo Goeldi. A inauguração ocorreu na quinta-feira (20), com a presença do ministro suíço do Meio Ambiente, Transporte, Energia e Comunicações, Albert Rösti. A curadoria destaca as contribuições de Emílio Goeldi, naturalista suíço que marcou a ciência amazônica, e de seu filho, o artista Oswaldo Goeldi.

Com tecnologia de realidade aumentada, a mostra reúne 337 ilustrações de aves da Amazônia do acervo do Museu de História Natural de Berna e 22 xilogravuras de flores brasileiras, reforçando a integração entre arte, pesquisa e preservação ambiental. A iniciativa integra o programa Road to Belém, promovido pela Suíça no contexto da COP30.

Durante a abertura, o embaixador Hanspeter Mock ressaltou o significado especial do Pará nas relações históricas entre os dois países, destacando o papel pioneiro de Emílio Goeldi para a ciência tropical. “No centro dessa conexão está Emílio Goeldi, o naturalista suíço cujo trabalho pioneiro na Amazônia lançou as bases para a pesquisa tropical moderna no Brasil”, disse.

Para o ministro Albert Rösti, a realização da mostra em Belém reforça a cooperação de longa data em torno da pesquisa e da conservação da floresta. “A contribuição de Emílio Goeldi é celebrada não apenas como um marco do envolvimento científico suíço no exterior, mas como um símbolo duradouro de nossa parceria com o Brasil, enraizada no respeito pelo conhecimento e pela importância global da Amazônia”.

Representando o MEP, o diretor Bruno Silva agradeceu a parceria e sublinhou o valor da mostra por revelar a Amazônia registrada há mais de cem anos. “A exposição expressa um retrato da Amazônia feito há mais de cem anos, com atenção para a biodiversidade da floresta. Estamos muito gratos à Suíça por entregar essa exposição”, afirmou.

Armando Sobral, diretor do Sistema Integrado de Museus e Memoriais do Pará, lembrou ainda que a trajetória de Goeldi está profundamente ligada à construção dos museus de história natural no Brasil e ao desenvolvimento da gravura artística moderna. “O papel do Goeldi referencia todas as iniciativas voltadas para a salvaguarda da memória, cultura, saberes e história do povo amazônico. O legado da obra gráfica de Goeldi é a própria história da gravura artística brasileira moderna e contemporânea”.

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