
Por Kelvyn Gomes/Imagem: Noelia Monteiro
O Centro Cultural Banco da Amazônia recebe até 30 de dezembro de 2025, a exposição “Habitar a Floresta”, com curadoria dos arquitetos Marcelo Rosenbaum e Fernando Serapião. A mostra ocupa a Galeria 2 do espaço, na Avenida Presidente Vargas, em Belém, e pode ser visitada gratuitamente de terça a sexta-feira, das 10h às 20h, e aos fins de semana e feriados, das 11h às 19h.
Reunindo 13 projetos arquitetônicos realizados em parceria com povos indígenas, comunidades ribeirinhas e quilombolas da Amazônia e de outros territórios latino-americanos, como Peru e Equador, a exposição integra a programação oficial da COP30 e tem patrocínio do Banco da Amazônia e do Governo Federal. A proposta é apresentar construções que unem sustentabilidade, saberes tradicionais e inovação, promovendo o diálogo entre arquitetura contemporânea e modos de vida em harmonia com a floresta.
Com projeto expográfico que utiliza materiais e tecnologias sustentáveis, “Habitar a Floresta” apresenta painéis, vídeos, maquetes e fotografias que retratam processos de cocriação entre arquitetos e comunidades locais. “As obras revelam o potencial de construir em equilíbrio com o ambiente, respeitando a biodiversidade e valorizando o conhecimento ancestral”, explica o curador Fernando Serapião.
Entre os destaques estão dois projetos desenvolvidos no Pará: o Centro Experimental Floresta Ativa, na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, em Santarém, e o Carpinteiros da Amazônia, na ilha do Murutucu, em Belém. A exposição também exibe quatro filmes sobre a relação entre arquitetura, cultura e meio ambiente, entre eles “Terra Preta”, do SescTV, e “Aldeia Sagrada Yawanawa”, da Mira Filmes.
Para garantir acessibilidade, a mostra conta com vídeos em Libras e material em braile. Segundo os curadores, a intenção é que o público reconheça nos projetos uma forma de letramento dos saberes ancestrais e um convite à reconexão entre o ser humano e a floresta.
