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Por Kelvyn Gomes/Imagem: Divulgação

A mostra “Daquilo que aqui coexiste”, com curadoria de Éder Oliveira, abre, nesta terça-feira, 18 de novembro, na Casa Dourada, reunindo 11 artistas amazônidas em um percurso que apresenta a Amazônia urbana como território de luta, afeto, potência e celebração. A abertura integra a programação especial da Casa Dourada para a COP30, que até o dia 20 promove mais de 30 atividades relacionadas à justiça climática, cultura, cidades e ancestralidade.

A exposição traz pinturas, fotografias e vídeos de Beatriz Paiva, Carla Duncan, Chico Ribeiro, Dias Junior, Diego Azevedo, Matheus Duarte, Nayara Jinknss, Nazas, Petchó Silveira, PV Dias e Roma Rio. A partir de Belém como referência, os artistas exploram periferias, quintais, encruzilhadas, espaços domésticos e cenas do cotidiano, criando um mosaico que reflete tensões, afetos e modos de existir na Amazônia contemporânea.

Para Éder Oliveira, a mostra desloca o olhar habitual sobre a região: em vez da floresta como cenário, coloca a vida urbana no centro. As obras revelam gestos íntimos, culturas periféricas, juventudes, resistências cotidianas e relações sociais que ajudam a entender como se produz o futuro deste território. A narrativa se constrói entre o público e o privado, entre o barulho das ruas e a intimidade das casas, evidenciando a força estética e política da Amazônia urbana.

A abertura da exposição faz parte de uma programação que transforma a Casa Dourada, sede do recém-criado Instituto Psica, em um polo permanente de mobilização e pensamento crítico. O espaço reúne, durante a COP30, lideranças indígenas, quilombolas, ribeirinhas, pesquisadores, artistas e coletivos periféricos em debates, oficinas, exibições audiovisuais, jantares, shows e encontros estratégicos. Além de “Daquilo que aqui coexiste”, o casarão abriga as mostras Realidade Aumentada (Gruta de Kamukuwaká), Jogo Murukutu (Salve Games) e Caruru, Ecos e Saberes dos Territórios Guianenses (artistas da Guiana).

A programação segue aberta ao público com atividades diárias até 20 de novembro, reunindo mais de mil pessoas por dia em debates sobre bioeconomia, juventudes, inovação, justiça climática e sociobioeconomia.

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