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Por Kelvyn Gomes/Imagem: Divulgação

Na quinta-feira que antecede o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, dia 9 de outubro, Belém se transforma em palco para uma celebração artística do período mariano. O espetáculo “Ode ao Círio”, realizado pelo Grupo de Teatro da Unipop (GTU), chega à sua 20ª edição e promete uma noite marcada por emoção, memória e reflexão social. A apresentação será às 20h, em frente à sede da Unipop, na Av. Senador Lemos, 557, bairro do Umarizal, com classificação livre.

Ode ao Círio é uma montagem coletiva de fé e resistência cultural. Criada em 2005, o espetáculo nasceu como uma manifestação artística que anuncia a chegada do Círio de Nazaré. Ao longo de duas décadas, tornou-se um espaço de encontro entre gerações, linguagens e crenças, unindo teatro, música, dança e performance para celebrar a diversidade da Amazônia.

Com o “Ode ao Círio – Ano 20: Por uma Amazônia com Justiça Socioambiental” a peça, em 2025, busca ampliar o diálogo entre espiritualidade e ativismo, trazendo à cena questões urgentes sobre o meio ambiente, o território e o futuro da floresta. De acordo com a atriz Wanessa Grigoletto, integrante do GTU, cada edição da Ode reflete o momento histórico vivido pela cidade. “Cada Ode é única. Além do Círio, sempre procuramos abordar questões políticas, culturais e socioambientais. Em 2025, não há como não falar da COP30, que reunirá lideranças mundiais em Belém para discutir soluções para a crise climática. Essa será uma das temáticas presentes na montagem deste ano”, afirma.

Para o grupo, alcançar duas décadas de existência é um marco raro no teatro paraense. “Estar nesse momento de comemoração é muito emocionante. A Ode é mais que um espetáculo – é uma construção coletiva feita por todas as pessoas que já passaram por ela, dando vida a cada cena e a cada encontro”, completa Wanessa.

O espetáculo incorpora elementos do imaginário amazônico, ancestralidade indígena, religiosidades de matriz africana e lendas populares, criando um espaço de diálogo entre diferentes visões de mundo. Assim, o Círio é ponto de partida para pensar o território, a espiritualidade e as formas de resistência da Amazônia.

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