
Por Kelvyn Gomes/Imagem: Valério Silveira
Nos dias 4 e 5 de outubro, o Theatro da Paz recebe o espetáculo “Depois da Chuva – A História de Belém”, produção do Centro de Dança Ana Unger que revisita a história da capital paraense em uma mistura de poesia, música e movimento. Criado em 2016 em homenagem aos 400 anos da cidade, e remontado em 2021, o trabalho volta ao palco em 2025. As sessões serão nos dias 04, às 20h, 05, às 16h30 e 06, também às 20h. Ingressos disponíveis on-line.
A nova temporada convida o público a percorrer uma viagem pelo imaginário da Amazônia e pelas marcas culturais de Belém. Dividido em dois atos, o espetáculo apresenta, no primeiro, a narrativa conduzida por Zman, o Senhor do Tempo (Christian Petterson), que guia uma menina (Raynara) através de episódios da história da amazônicas. Ao lado de Amanacy, a Mãe da Chuva (Noemia Tavares), surgem em cena referências à Cabanagem, à fé popular e à presença de imigrantes na construção da identidade da cidade.
O segundo ato transporta o público para a Belle Époque paraense, destacando o Theatro da Paz como símbolo de memória e legado cultural. A trilha coreográfica homenageia compositores como Waldemar Henrique, Araújo Pinheiro, Luiz Pardal, Salomão Habib e Altino Pimenta, além de valorizar o carimbó como expressão da cultura popular. Há também uma referência especial à bailarina Anna Pavlova, em releitura da icônica coreografia A Morte do Cisne.
Segundo a diretora geral e artística Ana Unger, a proposta da obra vai além da celebração da cidade. “Celebramos artistas muitas vezes esquecidos e silenciados, e reforçamos que a dança não apenas traduz, mas também convoca à reflexão, cria espaços de pertencimento e nos ajuda a pensar a Amazônia diante dos desafios contemporâneos”.
A montagem reúne no time Roberta Carvalho e Roberto Eliasquevici no vídeo mapping, Rubens Vieira Almeida na iluminação, Miguel Campos Neto na direção musical e Alcides Jr. no figurino. Com 24 bailarinos e 10 estagiários em cena, a companhia aposta na integração entre dança, música e tecnologia para construir uma experiência cênica que homenageia Belém.
