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Por Rafael Arcanjo | Foto: Everton Pereira Nascimento

O Espaço das Artes de Belém apresenta, nestes sábado (22) e domingo (23), o espetáculo “A Greve do Sexo”, sempre às 19h. A montagem é uma adaptação da comédia grega “Lisístrata”, de Aristófanes, que se passa numa cidade grega durante a Guerra do Peloponeso, um conflito entre Atenas e Esparta, as maiores potências da Grécia Antiga. Quando os homens desta cidade são convocados para lutar, as mulheres decidem fazer uma greve de sexo para forçar uma paz na guerra.

Segundo Breno Monteiro, diretor da adaptação, a construção do espetáculo surgiu no contexto do Núcleo Artístico de Vivência do Espaço, um projeto de pesquisa e extensão mantido pelo EAB. Na N.A.V.E, como essa iniciativa é conhecida, os alunos podem vivenciar diferentes etapas da construção de um espetáculo, da adaptação à encenação. “Iniciamos com a montagem da tragédia grega Édipo Rei, e agora foi decidido montar uma comédia grega e a obra Lisístrata de Aristófanes foi a escolhida dentre outras. Mas como no Núcleo a proposta é sempre criar uma adaptação, começamos nosso processo fazendo a leitura da obra e imaginando como seriam os moradores afetados pela situação da guerra e, consequentemente, da greve. Assim surgiram os nossos personagens e nossos núcleos familiares, e a história criada desses novos personagens ficou tão engraçada que resolvemos contar a situação pela ótica deles, como eles foram afetados pelas escolhas e como eles resolvem a greve do sexo”, explica o diretor.

Ao todo, o espetáculo conta com 18 atores envolvidos, sendo nove em cena, oito que dão vida aos moradores de “Apenas”, divididos em núcleos familiares, e um que dá vida ao semideus responsável por cuidar da polis e de seus moradores. Quando a guerra eclode e os homens são convocados, as mulheres decidem instaurar a greve para por fim ao conflito. O roteiro adaptado foi construído coletivamente pelos participantes, e demorou 11 meses para ficar pronto.

“Minha expectativa é que o público venha pronto pra se divertir. Quem conhece a obra venha ciente que não verá a Lisístrata e nem suas amigas, mas verá um spin-off com uma realidade um pouco diferente da Grécia antiga, e bem mais próximo de uma certa polis tupiniquim que tenta sediar eventos de grande porte, mesmo com pouca infraestrutura para isso” adianta Breno. De acordo com ele, o público pode esperar muitas gargalhadas e uma crítica de humor ácido acerca da nossa realidade.

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