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Por Kelvyn Gomes/Imagem: reprodução acervo pessoal entrevistada

O Coletivo ParáCiclo realiza, neste sábado,16, das 16h às 21h, uma programação cultural gratuita, no bairro de Águas Lindas, voltada ao fortalecimento dos laços comunitários e à valorização das expressões artísticas locais. O evento vai acontecer no espaço cultural Ruth Costa, Conjunto Jardim Nova Vida, rua João Batista, nº 98, em Águas Lindas, que faz parte do circuito das Yellow Zones. Na programação está previsto cinema, música, gastronomia e encontro entre moradores. 

A abertura será marcada por uma fala de boas-vindas, seguida do “cine pipoca” com a exibição da websérie “Na Bréa com a Magrela”, produção original do coletivo viabilizada pela Lei Aldir Blanc. A obra, que já foi exibida em outros estados, apresenta histórias e vivências ligadas ao uso da bicicleta, explorando a mobilidade urbana e a vida comunitária sob um olhar criativo e afetivo. “O evento surge para movimentar o espaço, principalmente para a população da periferia, a gente acha que é uma identificação da periferia, a realidade da população que usa a bicicleta como meio de transporte no dia-a-dia mesmo”, explica Ruth Costa, organizadora e mantenedora do espaço.

A intenção do coletivo, segundo Ruth, é abrir as portas para que a comunidade se encontre, celebre e se conecte fazendo da cultura uma ferramenta poderosa para a união e a construção de uma convivência mais solidária. “Aquela frase da música ‘a gente não quer só comida, a gente quer diversão e arte” é muito isso, né? Tá tudo junto, a periferia merece, a gente quer movimentar espaços na periferia trazendo coisas que a vinda inteira aconteceram muito no centro da cidade. E mostrar que a periferia tem cultura e tem arte também”, explica a coordenadora do espaço.

Durante a programação será exibida a música ficará por conta do Batuque da Lua Crescente, grupo de carimbó que levará ao espaço um dos ritmos mais emblemáticos da cultura paraense, reconhecido desde 2014 como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. O público também poderá aproveitar pratos típicos, como o tradicional tacacá, em um ambiente pensado para promover troca de experiências, socialização e o fortalecimento da rede de afeto local. “Eu acho que além de promover cultura, a gente quer desconstruir as falar preconceitos sobre a periferia, mostrando que a periferia tem cultura, tem arte, que a gente pode ter espaços de lazer também”, conclui Ruth.

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