
Por Kelvyn Gomes/Imagem: Divulgação
De 6 a 8 de outubro, a Casa Preta Amazônia dá início à primeira edição do “Circuito Cultural Iluzão”, projeto que chega à capital paraense com o som dos tambores, o poder da memória e o espírito da resistência. Vinculado ao Programa Nacional Aldir Blanc (PNAB), o evento é gratuito e aberto ao público, e propõe encontros entre artistas, jovens e comunidades em torno da música negra na diáspora, celebrando a força dos ritmos que atravessam tempos e territórios.
O circuito é tratado como símbolo de memória, um chamado às ancestralidades afro-amazônicas. “O som do Iluzão convoca nossos ancestrais, fortalece identidades e transforma encontros em territórios de luta e celebração”, destaca a organização do evento.
A programação será dividida entre a Casa Preta Amazônia, na Ilha de Caratateua (Outeiro), e o espaço Ná Figueiredo, em Belém. No sábado, 6, e na segunda, 8, acontecem as oficinas “Música Negra na Diáspora”, conduzidas pelos artistas Layla (SP) e DJ Zebb (BA). As atividades são voltadas a estudantes das escolas locais e moradores da ilha, com foco na produção de áudio e tambores de aço.
O domingo, 7, concentra os debates e apresentações musicais em Belém. A partir das 17h30, o espaço Ná Figueiredo recebe o público para uma noite dedicada à juventude, à cultura afro-brasileira e ao enfrentamento do racismo. Entre os convidados estão Tião, da Mamba Records (PA), e Azuliteral, do Corpo de Dança Black Mamb4 (PA). Às 20h, Layla e DJ Zebb voltam à cena para dialogar sobre Cultura Afro-Brasileira, Direitos e Enfrentamento ao Racismo. A noite encerra com uma Jam Session que reúne artistas do Pará, São Paulo e Bahia, celebrando a musicalidade negra contemporânea.
