
Por Kelvyn Gomes/Imagem: Divulgação
Com quatro faixas inéditas, O Norte Pulsa, novo EP da rapper paraense Bruna BG reúne rap, guitarrada, brega e influências caribenhas em um manifesto sonoro que dialoga diretamente com o momento em que Belém recebe a COP30 e coloca a música amazônica no centro das atenções. O EP já está disponível nas plataformas digitais.
O novo trabalho, segundo Bruna, pretende reafirmar suas raízes e projetar a força criativa do Norte em uma obra que une território, identidade e afeto. A artista destaca que o EP representa uma realização pessoal, sobretudo por reunir músicos da região e por aproximar seu rap das matrizes culturais amazônicas. Para isso, ela conta com a parceria do multi-instrumentista e pesquisador Pio Lobato, responsável por produzir camadas sonoras que conectam ritmos regionais às rimas contemporâneas.
As participações reforçam o caráter coletivo do projeto e ampliam seu alcance estético. Em Salgaram a Terra, Bruna divide versos com Moraes MV, Felipe AK e Layse; Rock sem Fim traz Keila Gentil e Pelé do Manifesto; Meus Heróis reúne MC Íra e Jeff Moraes; e Cigana apresenta colaborações de Raidol e Davi Milion (Chemical Noise). O resultado, segundo a artista, é um retrato musical que atravessa espiritualidade, sensualidade, densidade poética e resistência periférica, compondo um mosaico que reafirma o Norte como polo de inovação cultural.
O EP marca também a entrada da rapper em uma nova fase artística sob o selo Caqui, de Reiner e Pratagy. Marajoara de Breves (PA) e criada na periferia de Belém, Bruna transita pela música desde 2007, passando por gêneros como rock, reggae, soul e samba até encontrar no rap, em 2016, sua expressão mais potente. Desde então, construiu trajetória independente, ganhou projeção em eventos culturais e consolidou uma pesquisa sonora que mistura rap, brega, afrobeat, reggaeton, kuduro, guitarrada e referências latinas e africanas.
