
Por Kelvyn Gomes/Imagens: Agência Pará
O Coletivo Net Art Work realiza, neste final de semana, a segunda edição do Bailão do Net Art Work (NAW), um circuito cultural itinerante que busca valorizar a cultura negra e afro-brasileira em diálogo com a juventude. O coletivo atua na democratização do acesso à arte e ao lazer nas periferias de Belém.
A programação começa na sexta-feira, 29, na Casa Criativa Igapó, e segue no sábado, 30, e domingo, 31, na Usina da Paz do Bengui, com entrada gratuita.
O Bailão do NAW nasceu em 2023 como iniciativa do Coletivo Net Art Work. Desde então, o projeto tem se consolidado como um espaço de encontro entre diferentes linguagens artísticas, especialmente ligadas ao Hip Hop, ao afrofuturismo e às expressões afro-religiosas.
Na programação, além dos pocket shows e apresentações musicais, o público terá acesso a rodas de conversa, oficinas, feira criativa, batalhas de breaking e batalhas de rap, reunindo artistas independentes, grupos culturais e coletivos de diferentes bairros da cidade. “A proposta é criar um espaço de formação e troca, que fortaleça a produção artística local e incentive a participação da juventude em atividades culturais”, afirma Rafael Sampaio, idealizador do projeto.
Entre os temas que serão debatidos nas rodas de conversa estão racismo ambiental, apagamento das culturas afro nas artes, religiosidade, economia criativa e juventudes periféricas. Já as oficinas serão voltadas para linguagens do Hip Hop, como o breaking, o rap e o grafite.
De acordo com os organizadores, a expectativa é impactar diretamente 200 jovens de comunidades periféricas, oferecendo não apenas lazer, mas também oportunidades de formação e engajamento social. “O Bailão do NAW se apresenta como um espaço de afirmação da identidade negra e de enfrentamento às desigualdades sociais. Inspirado em experiências como batalhas de rima de praças públicas e festivais de terreiro, o projeto propõe que a cultura seja também ferramenta de resistência e transformação social”, afirma Ivaneza Souza, da PR Norte, que presta apoio institucional ao projeto.
O evento conta com o apoio de organizações como o Movimento Internacional de Juventude (MOV Juventudes), a Presidência Regional do Norte (PR NORTE), a Escola Digital Coliga, a Usina da Paz do Bengui e a Federação Paraense de Breaking.
