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Por Kelvyn Gomes/Imagem: Beirando

A valorização do artesanato amazônico tem impulsionado a economia local e estimulado práticas sustentáveis na produção e no consumo. Esse é o propósito do projeto “Beirando”, iniciativa liderada por Lorena Furtado, curadora e produtora de projetos voltados para a economia criativa. Com uma loja colaborativa no Museu de Arte Sacra, em Belém, o projeto fomenta pequenos negócios e conecta artesãos ao público, criando novas oportunidades de renda.

 A curadoria da iniciativa prioriza produtos que carregam a identidade amazônica, oferecendo aos consumidores uma experiência de compra que vai além do simples ato de adquirir um item. “A Beirando Loja não só expõe e valoriza os produtos feitos por artesãos locais, mas também promove a conscientização sobre o consumo responsável e a importância de apoiar a economia local”, explica Lorena. “O cliente não está apenas comprando um produto, mas levando para casa um pedaço da nossa história”, ressalta.

Além do impacto econômico, o projeto também dialoga com questões ambientais, incorporando princípios da economia circular. Muitos dos produtos disponíveis na loja são feitos com materiais naturais, reciclados ou reaproveitados, reduzindo resíduos e incentivando um consumo mais sustentável. Lorena destaca o exemplo da Jalunale, marca de Lucilene Carvalho, que transforma lonas, redes e sombrinhas descartadas em roupas e bolsas. “Isso prova que a moda pode ser sustentável sem perder originalidade”, afirma a curadora.

A relação com a produção familiar também faz parte da estratégia do projeto, não como concorrência, mas como uma plataforma de integração. “Nosso trabalho é criar um ambiente de colaboração, onde as produções familiares tenham espaço para se destacar e alcançar novos mercados”, explica.

Com um modelo baseado na valorização cultural, sustentabilidade e apoio aos pequenos produtores, o Beirando busca consolidar a economia criativa como ferramenta para fortalecer o artesanato amazônico e transformar consumo em impacto positivo para a região. “Acreditamos que o valor de um produto não está apenas no material utilizado, mas no processo, na criatividade e no impacto que ele gera. O trabalho dos artesãos da nossa loja colaborativa reflete essa visão, unindo sustentabilidade e economia criativa”.

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