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Por Kelvyn Gomes/Imagem: Divulgação

Amanhã, 18 de dezembro, Belém recebe a abertura do Cordão do Galo, projeto do Instituto Arraial do Pavulagem que retorna ao interior da Ilha do Marajó em janeiro. O lançamento acontece com o “Arraial Marajoara”, evento gratuito no Memorial dos Povos que reúne música ao vivo, feira criativa e exibição de filme, aproximando o público da capital das tradições culturais marajoaras.

Das 17h às 22h, o Arraial Marajoara ocupa o espaço com a Feira Criativa, que inclui gastronomia dos Campos do Marajó, o Brechó do Galo e a lojinha do Arraial do Pavulagem. A programação musical começa às 18h30, com apresentação do Arraial do Pavulagem e participações de Luê, Iris da Selva e Allan Carvalho. O encerramento fica por conta do Grupo Sancari, às 20h.

Antes dos shows, o público acompanha, às 17h30, a Reunida do Batalhão da Estrela e, às 18h, a exibição do filme Cordão do Galo 2025 – Território de Cultura da Criança Marajoara, dirigido por Felipe Cortez e André Mardock. O audiovisual apresenta o percurso do projeto e sua relação com o território marajoara.

Segundo Júnior Soares, músico e cofundador do Arraial do Pavulagem, o Cordão do Galo ultrapassa o campo artístico. “O Cordão do Galo vai além de uma ação cultural. É um gesto de solidariedade que une crianças e famílias do Marajó. Essa caminhada, que começou em Belém, é construída com oficinas, encontros e trocas que refletem a força da tradição e o potencial de transformação social”, afirma.

Após a abertura em Belém, o projeto segue para Cachoeira do Arari, no Marajó, onde se desenvolve uma jornada formativa voltada principalmente ao público infantojuvenil. A programação inclui acolhimento das famílias, ensaios, plantio de mudas, entrega de arrecadações e oficinas de canto, dança, percussão, perna de pau, metais, sustentabilidade e atividades lúdicas ligadas à ancestralidade e ao pertencimento. O ciclo se encerra no dia 11 de janeiro, com o tradicional cortejo do Cordão do Galo pelas ruas do município.

Esta é a 18ª edição do projeto, que integra as ações de salvaguarda da Festividade do Glorioso São Sebastião, reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Para Ronaldo Silva, músico, cofundador do Arraial do Pavulagem e presidente do instituto, a iniciativa tem um papel formativo central. “Com o Cordão do Galo, criamos oportunidades para que novas gerações descubram um universo cultural rico e transformador. É uma forma de valorizar o legado do padre Giovanni Gallo e integrar as celebrações dedicadas ao Glorioso São Sebastião”, afirma.

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