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Com abertura prevista para 4 de novembro, mostra reúne 40 obras no Memorial dos Povos Indígenas, incluindo dez criações inéditas inspiradas no Cerrado
A artista indígena Daisy Kosttà Tupinambá, natural de Curuçá, no Pará, apresenta “Epohéma Territórios” no Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília. Com abertura prevista para 4 de novembro de 2026, a exposição reúne 40 obras que aproximam ancestralidade, natureza e arte contemporânea, incorporando elementos das paisagens brasileiras ao processo criativo.
A edição brasiliense reúne 30 trabalhos da mostra original “Epohéma”, realizada em 2025 no Centro Cultural Municipal Calouste Gulbenkian, no Rio de Janeiro, e dez peças inéditas inspiradas no Cerrado. A previsão é de que a exposição permaneça em cartaz por três meses.
Idealizado por Daisy, o projeto itinerante prevê a criação de dez novas obras a cada cidade visitada. A proposta é estabelecer conexões com as características naturais e as referências culturais dos locais que recebem a iniciativa, ampliando o acervo ao longo do percurso.
Na capital federal, o Cerrado orienta essa pesquisa. Sementes, vagens, fibras, folhas, penas naturais e pigmentos integram composições que exploram texturas, cores e formas orgânicas. Esses elementos têm presença física e simbólica nos trabalhos, conectando a expressão artística às paisagens e aos conhecimentos transmitidos entre gerações.
Memória e criação contemporânea
Multiartista e comunicadora, com trajetória também no audiovisual, Daisy Kosttà desenvolve uma produção que articula identidade cultural, pesquisa de materiais e experimentação estética. Sua relação com as próprias origens orienta o diálogo entre a memória indígena e as questões do presente.
Em “Epohéma Territórios”, a ancestralidade aparece como conhecimento vivo, presente nas práticas, nos vínculos com a terra e nas formas de compreender o mundo. A mostra convida o público a refletir sobre pertencimento, preservação ambiental e reconhecimento dos povos indígenas como produtores de arte e pensamento contemporâneos.
A dimensão ambiental também se manifesta na investigação das possibilidades expressivas dos componentes naturais. Ao trabalhar com elementos de diferentes paisagens, a artista propõe uma reflexão sobre diversidade cultural e cuidado com os territórios.
Itinerância pelo Brasil
A apresentação em Brasília inaugura a fase itinerante de “Epohéma”, com passagens previstas por outras capitais brasileiras. Segundo a organização, um dos próximos desdobramentos será a participação na primeira Virada Cultural Indígena, em São Paulo, programada para dezembro de 2026.
A cada etapa, as novas criações passam a integrar o acervo, formando uma narrativa que preserva as referências de origem e incorpora experiências de outros lugares.
Serviço
Exposição: Epohéma Territórios
Artista e idealizadora: Daisy Kosttà Tupinambá
Local: Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília (DF)
Abertura prevista: 4 de novembro de 2026
Duração prevista: três meses
Obras: 40 trabalhos, sendo dez inéditos inspirados no Cerrado
Entrada e horários de visitação: consultar os canais oficiais do Memorial dos Povos Indígenas.
