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Por Regina Lima/ Imagem: Nailana Thiely

O Centro Cultural Banco da Amazônia, em Belém, recebe no dia 27 de setembro, às 11h, a oficina “Curadoria e Escrita de Projetos Culturais”. Ministrada pelo curador, pesquisador e crítico de arte Shannon Botelho, a oficina abre caminhos para transformar ideias em propostas curatoriais e projetos culturais claros, consistentes e possíveis de executar.

A oficina, com três horas de duração, integra a programação da exposição “Povos Amazônicos não morrem, viram semente”, do artista visual rondoniense Rafael Prado, em cartaz no espaço até 9 de outubro. A atividade é destinada a artistas, estudantes, professores, produtores culturais, pesquisadores, curadores e outros profissionais do setor, com ou sem experiência prévia. As vagas são limitadas e a participação é permitida para maiores de 18 anos.

Durante o encontro, Shannon Botelho abordará os processos de pesquisa, seleção de obras, definição de recortes, organização espacial e construção de narrativas envolvidos na prática curatorial. A programação também apresentará diferentes contextos de atuação, como museus, galerias, instituições culturais, espaços independentes e projetos viabilizados por editais.

A formação explicará ainda as diferenças entre ideia, proposta e projeto, além dos principais elementos necessários para estruturar uma iniciativa cultural, entre eles objeto, descrição, justificativa, objetivos, público-alvo, orçamento, ficha técnica e contrapartidas. Após a apresentação dos conteúdos, os participantes poderão desenvolver uma proposta própria por meio de exercícios de escrita e de uma ficha criada especialmente para a atividade.

Sobre exposição

A exposição “Povos Amazônicos não morrem, viram semente” será utilizada como estudo de caso durante a formação. A mostra reúne pinturas de Rafael Prado inspiradas nas histórias de lideranças indígenas, ativistas socioambientais, camponeses, seringueiros, catadores de castanha e outros defensores da Amazônia mortos na luta pela floresta e por seus modos de vida.

Desenvolvido pelo artista desde 2022, o trabalho transforma essas trajetórias em imagens nas quais os corpos se integram a árvores, raízes, cipós, rios e animais. A partir da experiência de criação da mostra, Shannon Botelho apresentará as etapas do processo curatorial e discutirá como escolhas artísticas e expositivas podem produzir novas formas de olhar para a memória e para a história da região.

“O trabalho do Rafael nos lembra que aqueles que defenderam a Amazônia seguem presentes em suas histórias, em seus territórios e na memória coletiva”, afirma o curador.

Mais do que ensinar um modelo pronto, a oficina propõe compreender a curadoria e a escrita como instrumentos de pesquisa, organização e comunicação de ideias. A metodologia reunirá referências teóricas, discussão coletiva, análise do projeto curatorial e exercícios práticos.

Shannon Botelho é crítico de arte , professor e diretor de curadoria da Galeria Murilo Castro. Doutor em História e Crítica da Arte pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em parceria com a École des Hautes Études en Sciences Sociales, pesquisa as relações entre memória e paisagem, com atenção às conexões entre arte contemporânea, política e construção de narrativas.

Entre seus trabalhos estão projetos apresentados no Centro Cultural BNDES, Memorial Getúlio Vargas, Sesc RJ, Janaina Torres Galeria e Museu Histórico da Cidade, além de uma exposição realizada em Paris. Botelho também assina a curadoria de “Povos Amazônicos não morrem, viram semente”.

Serviço

Oficina: Curadoria e Escrita de Projetos Culturais
Ministrante: Shannon Botelho
Data: 27 de setembro de 2026
Horário: 11h
Duração: três horas
Local: Centro Cultural Banco da Amazônia
Endereço: Avenida Presidente Vargas, 800, Campina, Belém
Público-alvo: artistas, estudantes de Artes e áreas afins, professores, produtores culturais, pesquisadores, curadores e demais profissionais da cultura
Faixa etária: maiores de 18 anos
Vagas: limitadas
Inscrições: formulário disponível no link da bio do Instagram @abstrataproducoes

Exposição: Povos Amazônicos não morrem, viram semente
Artista: Rafael Prado
Curadoria: Shannon Botelho
Visitação: até 9 de outubro de 2026
Horários: de terça a sexta-feira, das 10h às 16h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 14h
Entrada: gratuita
Visitas mediadas: agendamento pelo e-mail contato@abstrataproducoes.com.br, com cópia para centrocultural@basa.com.br
Realização: Centro Cultural Banco da Amazônia
Produção executiva: Natalia Azevedo | Abstrata Produções
Patrocínio: exposição selecionada no I Edital de Ocupação do Centro Cultural Banco da Amazônia 2026–2027

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