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Por Regina Lima/Imagem: Divulgação

O 1º Festival Zona-48 Maré Cultural encerra, no dia 7 de fevereiro, no Ginásio Municipal  de Quatipuru, município situado no Nordeste do Pará,  a agenda do 1º Circuito de Cultura Urbana e Periférica do Caeté, iniciado em setembro de 2025, com a 5a Batalha CSC, em Capanema, e teve sequência em dezembro, com o 9o Cypher Sal, em Salinópolis.

O Circuito de Cultura Urbana e Periférica do Caeté é uma realização do  Instituto Rede Cultura em Movimento (IRCEM), Instituto de Danças e Movimentos Urbanos de Salinópolis (IDMUS) e o coletivo Maré Cultural de Quatipuru, com  incentivo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Governo do Estado do Pará, Ministério da Cultura e Governo Federal. 

Na programação, estão previstas atividades para o dia inteiro. Pela manhã, o Festival realiza atividades para as crianças e acolhimento com café da manhã das caravanas que chegarão de Belém, de outros municípios do Caeté e também do distrito de Boa Vista. À tarde, acontecem as oficinas e dois painéis temáticos, sendo o primeiro com a professora de História Izabela Nascimento, o influencer Gabriel Conrado (Égua do Preto) e Geovane Maximo, coordenador do Circuito de Cultura Periférica do Caeté; e o segundo, com o ativista de São Paulo, Galo de Luta, e o produtor e rapper Alezado.

À noite acontecem as batalhas individuais de rimas com premiações de R$ 800 e de R$ 400 para o primeiro e o segundo colocado, e a batalha de breaking de duplas com premiações de R$ 2 mil e de R$ 1 mil ao primeiro e ao segundo colocados, respectivamente. Acontecem ainda os shows de Alan Bernardes, do Rio, e de Léo Luz, de Belém, cantando MPB autoral; do rapper Kratos, de Castanhal; MC Pokaroupas, de Capanema; Guth Batidão, de Marituba; e DJs Cabano e Jefferson Pop com rock doido. Ainda, haverá espaço para o carimbó com apresentações do Mestre Come Barro e do grupo Raio de Sol convidando o Duo Lobo e Cabrali, e do grupo Tuiá Poranga do município de Irituia.

Apesar de ser o primeiro festival, a Maré Cultural é um movimento iniciado há seis anos em Quatipuru com diversas ações gratuitas para a comunidade, como a festa do Dia das Crianças, festival LGBTQIAP+, festival de pipa, free fire, piqueniques com a juventude e atividades em escolas, que são realizadas pelo coletivo homônimo.  

O nome do festival carrega o nome do coletivo e também faz referência à zona marítima identificada nos barcos de Quatipuru e do distrito de Boa Vista, que fica no mesmo município. “É um código que marca pertencimento, origem e território. No mar, a zona identifica de onde o barco vem; em terra, ela passa a identificar quem somos nós. Ao adotarmos o nome Zona 48, fazemos uma escolha simbólica e coletiva das comunidades que formam um só território cultural e social”, explica Anderson Borges, organizador do evento e coordenador do coletivo ao lado de Francisco Shiko.

“Com o Maré Cultural estamos mostrando o que tem mais valioso no município: o hip hop, a batalha de rimas, o muralismo e o grafite, que já sofreram muito preconceito, mas que ganha força com esse festival, valorizando a cultura e identidade e conectando com os municípios da

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