
Por Kelvyn Gomes/ Imagem: Elson Britto
As primeiras exibições do Afrofuturismo Amazônico no Sudeste começam no dia 10 de dezembro, quando três obras de GC Arte entram em cartaz na Galeria Via Parque, no Rio de Janeiro. A mostra, de caráter independente, segue com foco na venda de obras e inclui também o lançamento da Revista Arte e Estilo 2025 no dia 20, com presença do artista. Após o ciclo fluminense, GC muda-se para São Paulo ainda em dezembro, onde inicia em janeiro uma série de exposições itinerantes dedicadas ao movimento.
Natural do bairro do Jurunas, em Belém, Gabriel Cardoso, conhecido como GC Arte, é um dos principais nomes por trás do Afrofuturismo Amazônico, que mistura estética tecnológica, narrativas negras amazônicas e espiritualidade do território. A circulação pelo Sudeste marca um novo momento na trajetória do artista, que amplia a visibilidade nacional de sua obra sem perder o elo com a Amazônia, ponto de partida e motor criativo de sua produção.
A ida ao Rio ocorre simultaneamente à presença do artista na exposição “Arte SESC 2025 – Desfronteiras”, no SEC Ver-o-Peso, em Belém. A mostra local reforça o simbolismo do momento. A circulação visa fortalecer o papel da Amazônia na arte contemporânea e inserir o movimento em novos circuitos culturais.
No Rio de Janeiro, a Galeria Via Parque, localizada no Via Parque Shopping, recebe as três obras a partir do dia 10. A escolha da capital fluminense também ressoa como parte de um intercâmbio cultural mais amplo entre os dois territórios.
A partir de janeiro, São Paulo passa a receber uma programação própria do Afrofuturismo Amazônico. A presença do artista busca ampliar o diálogo com novos públicos, instituições e mercados, mantendo como eixo central a criação de futuros amazônicos contados por quem vive a floresta.
O Afrofuturismo Amazônico reúne influências da cultura negra amazônica, das aparelhagens, das heranças da Cabanagem, das cosmologias dos encantados e de uma imaginação tecnológica que afirma a Amazônia como centro inventivo. Com exposições em Belém, Rio e São Paulo, o movimento ganha impulso e se afirma como proposta estética e política.
Em Belém, o GC mantém agenda ativa. O artista segue em cartaz na mostra Arte SESC 2025 – Desfronteiras, no SEC Ver-o-Peso, e permanece com exposição no Espaço Cultural Coisas de Negro, em Icoaraci, até 10 de dezembro. Para viabilizar as itinerâncias e os custos de transporte, montagem e molduras, ele também lançou uma rifa artística e busca parceiros interessados em apoiar o projeto.
Instituições, galerias e iniciativas que desejem receber a mostra podem contatar diretamente o artista pelo Instagram @gc_arte ou pelo e-mail gabrielcardoso.arte@gmail.com.
