
Por Kelvyn Gomes/Imagem: Divulgação
A exposição “Clima: o Novo Anormal” abre ao público em Belém, nesta sexta-feira (8), na Galeria 3 do Centro Cultural Banco da Amazônia (CCBA), e segue até 8 de fevereiro de 2026. A mostra oferece experiências sensoriais e interativas que convidam o visitante a refletir sobre a crise climática global e o papel da Amazônia nas transformações ambientais.
Com roteiro e direção de Fernando Meirelles e Cláudio Ângelo, e apoio técnico-científico do Observatório do Clima, a mostra chega à capital paraense em meio aos preparativos para a COP 30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas. A versão brasileira é uma adaptação da exposição “Urgence Climatique”, criada pela instituição francesa Universcience. A montagem em Belém tem patrocínio master do Banco da Amazônia e apoio da Sanofi e da Netshoes, via Lei Rouanet.
A exposição reúne mais de 30 monitores, painéis e dispositivos multimídia que abordam temas como efeito estufa, combustíveis fósseis, energias renováveis, consumo e os chamados “pontos de não retorno”, como o degelo polar e a savanização da Amazônia. Um dos destaques é o globo digital interativo que exibe projeções sobre o aumento da temperatura do planeta e suas consequências. Outro atrativo é a mesa dos hábitos alimentares, que mostra a pegada de carbono de diferentes alimentos e propõe uma reflexão sobre a dieta sustentável.
A versão para Belém inclui conteúdos específicos sobre a Amazônia e depoimentos de cientistas como Paulo Artaxo, Tasso Azevedo, André Trigueiro e Jean Jouzel, climatologista francês e um dos autores do IPCC. Filmes e obras audiovisuais complementam a experiência, entre eles “Efeito Estufa”, de Fernando Meirelles e Joaquim Castro, e “Amazônia Viva”, de Estêvão Ciavatta.
Com cenografia sustentável e conteúdos trilíngues (português, inglês e francês), “Clima: o Novo Anormal” integra a programação oficial da COP 30 e propõe uma jornada de conscientização que alia arte, ciência e educação ambiental.
