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Por Kelvyn Gomes/Imagem: divulgação

O 23º Arrastão do Círio, que acontece no sábado, 11 de outubro, pelas ruas do centro histórico de Belém, promovido pelo Instituto Arraial do Pavulagem, parte do Boulevard da Gastronomia, logo após a chegada da imagem de Nossa Senhora de Nazaré pelo Círio Fluvial (por volta das 11h), e segue até a Praça Dom Pedro II, onde o público será recebido com o tradicional show do Arraial do Pavulagem. Antes da grande festa, o público poderá acompanhar nesta quinta-feira, 9 de outubro, às 19h, o Ensaio Geral do Batalhão da Estrela, no Boulevard da Gastronomia.

O Arrastão une devoção, cultura e ancestralidade. A programação começa ainda pela manhã, com duas apresentações do Batalhão da Estrela, grupo formado por cerca de 900 brincantes. Às 9h30, ocorre o Ritual de Abertura, seguido, às 10h, da Roda Ancestral, performances inspiradas em danças e músicas indígenas e quilombolas, que exaltam a diversidade cultural da Amazônia e reafirmam a importância da floresta e dos saberes tradicionais.

A concentração acontece na área do Boulevard da Gastronomia, próximo à esquina da Boulevard Castilhos França com a Presidente Vargas, seguindo em direção ao Ver-o-Peso. O cortejo avança pela Castilhos França, passa pela 16 de Novembro e termina na Praça Dom Pedro II, onde haverá ainda uma Feira Criativa e o Posto de Hidratação Petrobras, com distribuição gratuita de água ao público.

Segundo o músico e cofundador do Arraial do Pavulagem, Júnior Soares, o evento é mais do que uma celebração artística. “O Arrastão do Círio é um momento de muita emoção. Estar nas ruas com o povo em festa é uma alegria imensa. A cada cortejo, renovamos laços com saberes ancestrais que nos formam e inspiram para honrar essas tradições e mostrar que elas seguem vivas no coração da cidade”.

Diferente dos arrastões juninos, o Arrastão do Círio tem características próprias. Em vez do tradicional Boi Pavulagem, o brinquedo central é a Barca Rainha das Águas, símbolo do Círio Fluvial e da carpintaria naval amazônica. O repertório musical inclui ritmos tradicionais como Mazurca e Retumbão, além de instrumentos como o Roque-Roque, que evocam sons da natureza e reforçam a atmosfera imersiva do cortejo.

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