
Por Kelvyn Gomes/Imagem: Rafael Tomazi
Nesta quarta-feira, 8, acontece a abertura da exposição “Círio: Festa em Movimento”, no Museu do Círio, localizado no Complexo Feliz Lusitânia. A mostra, que poderá ser visitada até 11 de janeiro de 2026, marca o início de uma nova etapa na história da instituição, um movimento que culminará, em outubro de 2026, na inauguração do novo Museu do Círio, totalmente requalificado. A entrada é gratuita.
A exposição propõe um diálogo entre o passado e o futuro, traduzindo em experiências imersivas e interativas a essência da maior manifestação de fé e cultura da Amazônia. A iniciativa é uma realização conjunta do Museu do Círio e do Instituto Sotaques, com apoio da Secretaria de Cultura do Pará (Secult-PA) e patrocínio da Hydro, por meio da Lei Rouanet.
Concebida a partir do conceito de movimento da corda que avança, da multidão que caminha, da fé que pulsa, a exposição apresenta o Círio de Nazaré como um fenômeno vivo, em constante renovação. Ao mesmo tempo, reflete o processo de transformação do próprio museu, que se prepara para se tornar um espaço mais dinâmico, participativo e contemporâneo.
Os visitantes serão convidados a vivenciar o Círio por meio de sons, imagens e ambientações sensoriais, que recriam os momentos emblemáticos da procissão e despertam memórias afetivas. Em áreas interativas, o público poderá gravar depoimentos, compartilhar histórias e registrar o que o Círio representa em suas vidas.
A cenografia da mostra é parte essencial dessa experiência. Elementos como andaimes cenográficos e imagens transitórias simbolizam o processo de reconstrução e o nascimento de um novo tempo para o museu. O espaço se torna, assim, um laboratório vivo, em que cada visitante é convidado não apenas a observar, mas a participar da criação do futuro Museu do Círio.
O mote “Vem aí o Novo Museu do Círio!” orienta uma ampla campanha de engajamento social e cultural, que busca envolver empresas, instituições e a própria população na construção coletiva do projeto. Além da restauração do edifício histórico, a nova fase inclui a implantação de uma expografia permanente interpretativa, um modelo inovador que transforma o visitante em protagonista.
Segundo a equipe de curadoria, a proposta é criar um museu que dialogue com o público, valorize o patrimônio imaterial e traduza a dimensão única do Círio de Nazaré – como expressão de fé, identidade e pertencimento do povo paraense.
Com o projeto de requalificação, o Museu do Círio se consolida como referência nacional na preservação do patrimônio cultural amazônico, integrando de forma estratégica o calendário turístico e cultural de Belém. O novo espaço pretende fortalecer o Complexo Feliz Lusitânia como polo de memória, arte e espiritualidade, reafirmando o papel da capital paraense no cenário museológico brasileiro.
