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Por Kelvyn Gomes/Imagem: Sarah Brito

O artista paraense João Urubu apresenta, no próximo dia 29 de agosto, às 19h, o espetáculo “De Lá Até Agora”, no Núcleo de Conexões Na Figueredo, em Belém. O show reúne composições autorais e releituras de clássicos da MPB contemporânea, em uma proposta que busca estreitar a relação entre artista e público.

Com 14 anos de trajetória na música, teatro, dança, fotografia e audiovisual, João Urubu é conhecido na cena cultural de Belém como músico, compositor, produtor e diretor artístico. “São 14 anos trabalhando em diversas áreas artísticas, em 2016 comecei a migrar pra fotografia e vídeo, registrei, produzi e dirigi eps, videoclipes e identidades visuais de muita gente aqui na cidade, mas nunca dei tanta atenção ou até importância pro meu próprio material, acho que é aquela coisa “casa de ferreiro, espeto de pau”, lembra o artista bem-humorado.

Nessa trajetória, ele foi bebendo nas influências de artistas com quem trabalhou. “Então num conceito de referências eu bebi muito de todo mundo de quem estive perto, Mateus Moura, Jimmy Góes, Renato Torres, Rosa Watrin; Acredito que a nossa região já possibilita toda referência que precisamos enquanto pessoas e artistas”.

A apresentação marca um momento raro em sua carreira, já que o artista costuma realizar poucos shows autorais ao longo do ano. “O que me interessou sempre foi a troca franca com a plateia. Há muito tempo procuro uma maneira de registrar as músicas em estúdio de uma forma que se aproxime do que é tocar ao vivo numa sala para pessoas interessadas. Talvez por isso ainda não tenha finalizado um disco e restrinja as apresentações, pois o que importa pra mim é essa comunhão real com o público”, explica João.

Mais intimista, João define o show como “cantação poética” de sua vida, o espetáculo também contará com a participação especial da cantora Camila Honda, fortalecendo a proposta de encontro e partilha entre artistas e espectadores. “O show vai ser defendido só com violão, é pra ser íntimo, honesto, não necessariamente bonito. Espero ver pessoas que amo, emocionar gente, mas também espero algum nível de desconforto, a canções são densas, algumas são até difíceis, acredito em arte que incomode, a gente tem vibrado pouco enquanto sociedade, vejo cada vez menos nortista em comunhão com magia”, conta o artista.

Sobre o show de sexta e os próximos passos, ele conta bem humorado. “ Eu vejo muita gente reclamando de ausência de coisas reais, bem, sexta, 19h vai ter uma no Na Figueredo. Não tenho muitos planos no futuro pra música, quero gravar duas músicas que minha filha gosta bastante porque ela reclamou que não pode me ouvir na Alexa”.

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