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Por Kelvyn Gomes/Imagem: Reprodução Mídias Sociais

Com vivências gratuitas voltadas a artistas, fazedores de cultura e comunidades tradicionais, o projeto “Curimbó – A Música Sagrada e Encantada da Floresta” inicia sua circulação pelo estado do Pará em 2025. A programação, que acontece em quatro localidades, começa amanhã, em Soure, no Marajó, depois passa por Fortalezinha (Maiandeua/Salgado) nos dias 15, 16 e 17 de agosto; seguido de Alter do Chão (Santarém/Tapajós) nos dias 19, 20 e 21 de setembro; e finaliza em Belém, nos dias 20, 21 e 22 de novembro. O projeto promove três dias de atividades em cada cidade, com formações práticas e teóricas, rodas de conversa, trocas com artistas locais e um show colaborativo de encerramento.

Idealizado pelo cantor e pesquisador André Nascimento, o projeto mergulha na espiritualidade e na ancestralidade do carimbó, destacando sua dimensão encantada e sagrada. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo perfil oficial do artista no Instagram.

A primeira etapa da programação abre espaço para a escuta dos territórios, com roda de conversa entre mestres, mestras e artistas populares, onde se compartilham memórias, histórias e saberes ligados ao carimbó e às tradições locais. Também são apresentados os objetivos do projeto e os participantes iniciam o processo de integração.

O segundo dia é dedicado à prática: André Nascimento conduz uma oficina que une ritmo, canto e movimento, explorando os fundamentos do carimbó e suas relações com a ancestralidade indígena, africana e cabocla. A atividade propõe uma vivência corporal e musical conectada à espiritualidade e à cosmologia amazônica.

No encerramento, os participantes se reúnem para um ensaio coletivo, com músicos e grupos da própria cidade, preparando o show colaborativo aberto ao público, onde os saberes compartilhados nos dias anteriores se transformam em celebração. A apresentação final é pensada como um rito festivo e comunitário, refletindo a força do carimbó como música viva da floresta.

O projeto é voltado a mestres e mestras da cultura, artistas populares, músicos, produtores culturais, poetas e agentes comunitários com idade a partir de 18 anos. Em cada etapa, a proposta é construir uma experiência coletiva que valoriza a diversidade de vozes e práticas dos territórios amazônicos. “A ideia é que a música seja também um canal para acessar memórias, histórias e encantamentos que muitas vezes estão invisíveis no cotidiano. O carimbó é mais do que ritmo: ele é território, corpo e espiritualidade amazônica”, afirma André Nascimento.

Contemplado pelo edital de circulação da PNAB 2025 (Política Nacional Aldir Blanc) de Fomento à Cultura, o projeto é uma realização com apoio da Secretaria de Estado de Cultura do Pará (Secult) e do Ministério da Cultura (MinC).

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