
Por Kelvyn Gomes/Imagem: Divulgação
A 11ª edição do Festival EcoRock será, este ano, no município de Primavera, no nordeste paraense, no dia 12 de julho. Com dois palcos montados às margens do Rio da Chácara, o evento reúne nomes da música independente do Pará, celebrando o encontro de gerações e ritmos, tudo com entrada gratuita.
O line-up deste ano reforça a proposta do festival de cruzar linguagens e tradições: do carimbó ancestral da Irmandade de São Benedito, com Os Quentes da Madrugada, ao tecnobrega moderno e dançante da cantora Layse, que se apresenta ao lado da Banda Na Cuíra. Também estão confirmadas as bandas ParaleloOnze e André Sants (rock), os rappers MC Wez e Alezado, além de Ervi (reggae), os grupos Carimbó do Nilo e Dança Quente, e os DJs Cabano, Flutuante e Master Silva, responsáveis por incendiar as pistas com sets de música popular, rap, tecnobrega e rock doido.
A maratona de shows começa às 17h e segue noite adentro, com destaque para o encerramento comandado por Os Quentes da Madrugada, de Santarém Novo. “Vamos levar a energia do nosso barracão, com aquele carimbó raiz que envolve a galera depois da meia-noite”, adianta Fernando Júnior, o “Preto”, presidente da Irmandade.
Quem também estreia no festival é a cantora Layse. “É uma honra tocar em Primavera. O interior do Pará tem uma riqueza musical incrível e o EcoRock é um espaço de troca e valorização. Vou levar o som do brega, da guitarrada, a lambada e do tecnomelody”, afirma.
Além da programação artística, o festival mantém sua identidade comunitária e educativa. Antes do sábado, a cidade recebe palestras sobre carreira musical, direitos autorais e salvaguarda cultural, além de ações ambientais, como trilha ecológica e a instalação de lixeiras nos igarapés de Primavera. A Biblioteca Ruth Passarinho sedia a maior parte das atividades formativas, que acontecem entre os dias 10 e 12 de julho.
Realizado pelo Coletivo Mambembe com apoio de coletivos culturais e da Prefeitura de Primavera, o EcoRock integra o projeto Cultura em Movimento, 1º Circuito de Festivais Musicais do Nordeste Paraense, patrocinado pelo Banco do Brasil via Lei Rouanet Norte. Após três anos de pausa, o festival volta com fôlego renovado, reafirmando seu papel como espaço de resistência, celebração e reinvenção da música paraense.
