
Por Kelvyn Gomes/Imagem: Divulgação
A artista paraense Lírio do Pará vai representar o Brasil no Festival d’Avignon, na França. A viagem, prevista para o início de julho, ocorre por meio da Bolsa Funarte 2025, Temporada Cultural Brasil-França, que contempla jovens criadores na área do teatro.
Natural de Belém, Lírio foi selecionade para representar o Brasil no evento, considerado um dos maiores festivais internacionais de artes cênicas do mundo. A bolsa, voltada para o Festival OFF Avignon e para a Bienal de Dança de Lyon, teve 143 projetos inscritos em todo o país. Lírio foi selecionade na categoria teatro e, durante uma semana intensa, irá participar da programação do festival e de atividades formativas, voltadas ao intercâmbio cultural entre artistas de diferentes países.
Artista não-binárie da Amazônia, Lírio do Pará possui uma trajetória de 15 anos no teatro e mais de uma década de atuação como produtore cultural. Formade no curso técnico de ator pela Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará (ETDUFPA) e técnica de palco pelo Instituto do Teatro Brasileiro, também concluiu o curso tecnólogo em eventos pela FMU, em São Paulo.
Com uma pesquisa artística intitulada “Pedagogya do Caos”, que aborda a não-binariedade nas criações teatrais, Lírio atua em múltiplas frentes no universo cultural, como direção teatral, dramaturgia, palhaçaria, roteiro, iluminação, gestão e produção cultural. É também membra fundadora da produtora Achados e Perdidos – Produções Artísticas.
Além de circular por festivais e espaços no Brasil e no exterior, Lírio vem apresentando o espetáculo Abaeté, que leva aos palcos a cultura paraense, e realiza oficinas voltadas à produção cultural e às práticas artísticas voltadas para a comunidade LGBT+. “Estou muito feliz com essa oportunidade! Vai ser minha primeira viagem fora do Brasil e dentro de uma experiência muito rica para uma artista de teatro. Quero aproveitar muito, principalmente para fazer pontes entre espaços culturais e curadores com as produções teatrais feitas no Norte, para que cada vez mais nós, artistas da Amazônia, possamos circular e difundir nossas criações em outros territórios também”, destaca Lírio.
