
Por Kelvyn Gomes/Imagem: Divulgação
Após mais de um ano em reformas, a Feira do Açaí, no complexo do Ver-o-Peso, volta a ser palco do samba, da arte e da resistência negra nesta sexta-feira, 4 de julho, a partir das 20h. O projeto cultural Samba Batuque da Feira do Açaí retorna para o espaço onde nasceu em 2020, celebrando a edição especial “Batucada de Verão”, em parceria com as campanhas “Julho das Pretas” e “Estamos com as Manas”.
O evento marca o compromisso do projeto com a valorização dos espaços públicos e do patrimônio cultural da cidade. “Estávamos muito ansiosos por esse retorno. A Feira do Açaí é o berço do nosso projeto, e aquele espaço carrega todos os elementos que potencializam a nossa roda de samba. É um lugar de encontro, de memória e de afirmação cultural, que precisa ser ocupado e preservado”, destaca o idealizador e organizador do evento, Geraldo Nogueira, também integrante da roda de samba.
A programação começa com a discotecagem da DJ Jack Sainha, seguida pelo set de Kelton Monteiro. Por volta das 22h, o samba ganha força com a tradicional Roda de Samba Fé no Batuque, acompanhada por um time de músicos paraenses como Fred William (flauta), Geraldo Nogueira (voz e pandeiro), Juninho Beco (percussão), Leo Lima (voz e cavaco), Netto Castro (voz e violão) e Preto Cabano (percussão).
As participações especiais das cantoras Marta Mariana, Olívia Melo, Tici Santos e Rafael Veredas completam a noite, trazendo vozes que representam o samba e as afrobrasilidades que fazem parte da identidade do projeto.
Além da música, a noite será marcada pela arte urbana e pelo debate político. Em alusão ao 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, o evento contará com a presença de mulheres artistas do coletivo Hip-hop PaiD’égua, que irão produzir ao vivo um painel em grafite, celebrando a luta e a resistência das mulheres negras.
A ação conta com o apoio da Federação de Mulheres do Estado do Pará (Femepa), responsável por mobilizar a participação de cantoras negras e pela campanha “Estamos com as Manas”, que combate a violência contra a mulher e tem marcado presença nas últimas edições do projeto.
